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Justiça manda soltar vereador preso sob suspeita de subornar policial

Dionaldo Morinigo deixará a prisão com tornozeleira eletrônica por 180 dias após decisão da Justiça de Mato Grosso do Sul.

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Justiça manda soltar vereador preso sob suspeita de subornar policial

O vereador de Ponta Porã e subtenente do Corpo de Bombeiros Dionaldo Morinigo (PDT), de 49 anos, poderá deixar a prisão após decisão judicial conceder liberdade provisória. O parlamentar estava detido há 11 dias sob a suspeita de dirigir alcoolizado, provocar um acidente que deixou um adolescente gravemente ferido, fugir sem prestar socorro e tentar subornar um policial.

A decisão foi proferida pelo juiz Fernando Moreira Freitas da Silva, da 1ª Vara Criminal e Juiz das Garantias de Naviraí. Com a medida, Dionaldo deverá utilizar tornozeleira eletrônica por um período de 180 dias e cumprir recolhimento domiciliar obrigatório durante o período noturno.

O Ministério Público manifestou-se favoravelmente à concessão da liberdade porque a investigação ainda depende de diligências pendentes e precisa retornar à Polícia Civil para complementação. Segundo o magistrado, manter o investigado preso sem a conclusão das providências poderia gerar excesso de prazo para eventual denúncia.

Apesar da soltura, o juiz estabeleceu seis medidas cautelares. Além do uso da tornozeleira e do recolhimento domiciliar das 22h às 5h30, o vereador deve comparecer à Justiça a cada dois meses, atender a convocações da investigação, abster-se de contato com a vítima e testemunhas, e comunicar previamente qualquer mudança de endereço.

O caso teve início na noite de 18 de setembro, no cruzamento de avenidas em Ponta Porã, quando a Toyota Hilux conduzida por Dionaldo atingiu a lateral da picape de um adolescente de 17 anos. O jovem foi socorrido em estado grave. Um policial civil seguiu o veículo e abordou o parlamentar a dois quilômetros do local, encontrando com ele uma arma de fogo sem registro e constatando sinais de embriaguez.

Durante a abordagem, o parlamentar também passou a ser investigado por corrupção ativa, ameaça e desacato. A defesa de Dionaldo sustentou desde o início que o episódio tratou-se de um acidente de trânsito e que as acusações devem ser devidamente apuradas durante a instrução processual, sem pré-julgamentos.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano