A Universidade de São Paulo (USP) registrou um avanço expressivo na edição de 2027 do ranking Times Higher Education (THE), divulgado nesta quarta-feira (30). A instituição brasileira retornou ao seleto grupo das 200 melhores universidades do mundo, aparecendo empatada na 141ª posição. Na avaliação anterior, a USP havia figurado na faixa entre o 201º e o 250º lugar.
Com essa ascensão, o Brasil recupera a representatividade no topo da lista global, voltando a ter uma universidade entre as duzentas primeiras colocadas. O levantamento internacional reuniu um total de 2.297 instituições de ensino superior distribuídas por 118 países e territórios, superando a marca de 2.191 estabelecimentos avaliados na edição passada.
Entre as primeiras posições do ranking mundial, a Universidade de Oxford, no Reino Unido, consolidou a liderança pelo 11º ano consecutivo. Ela superou o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos, por uma margem estreita de apenas 0,1 ponto na pontuação geral. Na sequência, as norte-americanas Universidade de Princeton e Universidade Stanford dividem a terceira colocação.
No cenário nacional, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) permanece como a segunda melhor colocada, posicionada na faixa de 326º a 350º. Logo atrás, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aparece no grupo de 601º a 650º, enquanto a Universidade Estadual Paulista (Unesp) ocupa a quarta posição entre as brasileiras.
O Brasil destaca-se como a nação latino-americana com a maior quantidade de centros de ensino classificados, somando 58 instituições na listagem global. O Chile aparece na sequência regional com 33 universidades, seguido de perto pela Colômbia, que conta com 24 estabelecimentos de ensino superior avaliados.
A metodologia adotada pelo ranking THE divide os critérios de avaliação em cinco pilares fundamentais: ensino, ambiente de pesquisa, qualidade da pesquisa, transferência de conhecimento para a indústria e perspectiva internacional. Essa estrutura busca mensurar múltiplos aspectos da atuação acadêmica em vez de focar unicamente na reputação institucional.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
