O investigador da Polícia Civil Ivanildo Lemes de Oliveira foi preso em flagrante pela Polícia Militar no dia 24 de setembro de 2026, no Distrito de Itahum, em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande. O servidor se apresentou armado em uma oficina mecânica da região, ingeriu bebida alcoólica e efetuou um disparo de arma de fogo no chão, próximo a trabalhadores do local.
Segundo o boletim de ocorrência, a equipe da Polícia Militar foi acionada por testemunhas que relataram a conduta inadequada do investigador. No estabelecimento, os policiais constataram que Ivanildo estava alterado, apreenderam sua arma funcional — uma pistola Glock G17 calibre 9 mm acompanhada de munições — e o encaminharam para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do município.
Durante o interrogatório na delegacia, o policial alegou que o disparo teria sido acidental no momento em que urinava nos fundos do estabelecimento comercial. No entanto, a versão apresentada por ele divergiu frontalmente dos depoimentos prestados por testemunhas que presenciaram toda a cena.
Levantamentos posteriores apontaram que o investigador encontrava-se em licença médica psiquiátrica e possuía determinação administrativa prévia para a entrega de seu armamento funcional, medida de segurança que não havia sido cumprida. Ele acabou autuado em flagrante por disparo de arma de fogo e perturbação do trabalho ou do sossego alheios.
O caso foi submetido ao Plantão Judiciário da Comarca de Dourados, onde a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil publicou no Diário Oficial do Estado o afastamento compulsório de Ivanildo enquanto durar a prisão, incluindo o recolhimento imediato de sua identificação funcional, arma e suspensão do acesso aos sistemas operacionais de segurança.
O servidor acumula histórico de suspensões ao longo da carreira. Em 2023, ele foi preso e afastado após episódios de violência doméstica em Dourados, ocasião em que foi flagrado com um revólver de numeração raspada. Cinco anos antes, em 2018, o investigador já havia sofrido outra punição e afastamento pelas mesmas razões previstas na Lei Maria da Penha.
Fonte: www.campograndenews.com.br
