Passageiros do transporte coletivo de Campo Grande começaram a manhã desta quinta-feira (1º) enfrentando sérios transtornos devido às condições precárias dos veículos durante a chuva. Quem utilizou a linha 061, que faz o trajeto entre o Shopping Campo Grande e o Terminal Moreninhas, precisou desviar de goteiras que tomaram conta do interior do ônibus.
Um vídeo gravado por um dos ocupantes do veículo mostra a água da chuva caindo intensamente pelo teto, molhando tanto o piso quanto os assentos. A situação foi tão crítica que uma passageira precisou se levantar do banco para evitar ficar encharcada durante o trajeto.
O problema com infiltrações não foi isolado. Pouco antes, durante o temporal na Capital, passageiros de outra linha também relataram situações semelhantes, com água com barro invadindo o interior do coletivo e causando revolta e desconforto para quem dependia do serviço.
As reclamações recorrentes sobre o estado dos veículos expõem a vulnerabilidade do sistema. Um relatório preliminar da intervenção no transporte coletivo da cidade aponta que o setor atingiu um patamar crítico, evidenciado pelo envelhecimento da frota, que atualmente possui idade média de 10,4 anos.
Além da idade avançada dos ônibus, o levantamento oficial destaca uma queda expressiva de aproximadamente 14% no número de viagens realizadas entre os anos de 2023 e 2025, além de uma redução de 15,2% na quilometragem total percorrida pelos coletivos na cidade.
O documento da intervenção também aponta graves complicações administrativas e financeiras, englobando crises de caixa, acúmulo de dívidas, falhas no controle de despesas e compras, e a ausência de atualizações em revisões contratuais que estavam previamente pactuadas.
Para solucionar o quadro de deterioração, os interventores avaliam que seria necessária a troca imediata de 235 veículos, visando restabelecer a idade média ideal e minimizar o sofrimento dos usuários. Contudo, levantamentos da Agereg indicam que há 197 ônibus com prazo de uso vencido e 13 articulados acima do limite de dez anos, enquanto o Consórcio propôs a substituição de apenas 100 unidades.
Fonte: www.campograndenews.com.br
