O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante entrevista concedida nesta quinta-feira ao Flow Podcast, que expressa forte ceticismo em relação à possibilidade de o Congresso Nacional barrar a medida provisória que determinou a proibição das plataformas de apostas online, amplamente conhecidas como bets.
Durante a sabatina, o chefe do Executivo federal desafiou a postura dos parlamentares diante do tema. “Duvido que o Congresso tenha coragem de acabar com ela. Mesmo alguns que são sócios de tigrinho”, declarou o petista, classificando o embate como uma disputa importante.
Por se tratar de um ato normativo na forma de medida provisória, a proibição tem validade inicial estipulada em 120 dias. Para que o texto adquira caráter definitivo e vire lei em definitivo, o conteúdo precisa obrigatoriamente passar pelo crivo e aprovação formal do Poder Legislativo.
A assinatura da MP ocorreu na última sexta-feira, a apenas nove dias do primeiro turno da disputa presidencial. De acordo com o presidente, a decisão de vetar e proibir as operações veio após conversas diretas com cidadãos que desenvolveram quadros graves de vício em apostas e acabaram acumulando dívidas expressivas.
O mandatário também admitiu que não dimensionava o tamanho do problema antes de ouvir os relatos pessoais dos dependentes. Ele justificou a urgência do ato afirmando que, caso não tomasse a iniciativa naquele momento e eventualmente não vencesse o pleito, a proibição jamais seria implementada.
Apesar da ofensiva do governo, Lula ponderou que a medida provisória por si só não encerra todas as complexidades relacionadas ao mercado de apostas. Na visão do presidente, o cenário exige vigilância constante, uma vez que a cada tentativa de regulação e repressão, novas plataformas ilegais continuam surgindo.
Fonte: c-level.folha.uol.com.br
