Um jovem de 19 anos, identificado como Ray Felipe Leite Feliciano, foi morto a facadas na última quinta-feira (1/10), na véspera de seu aniversário, em um estabelecimento comercial localizado no município de Maracaju. Conforme as apurações policiais, a vítima integraria a facção criminosa Comando Vermelho (CV) e estaria jurada de morte por uma facção rival, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com informações levantadas pelas autoridades, Ray havia chegado a Maracaju no domingo anterior (27/9), vindo do município de Anastácio. A principal suspeita é de que o rapaz estivesse na cidade com a missão de expandir a atuação do Comando Vermelho na região, o que teria gerado forte reação de membros do PCC, culminando em ameaças e na ordem para sua execução.
O crime ocorreu durante a manhã, no interior de uma boate. O assassino entrou no local, iniciou uma discussão com a vítima e, em seguida, sacou uma faca, passando a perseguir Ray. O jovem ainda tentou escapar correndo em direção à cozinha do estabelecimento, mas não conseguiu encontrar uma saída pelos fundos, sendo alcançado pelo agressor e atingido por diversos golpes fatais.
A Polícia Militar foi acionada imediatamente e constatou o óbito no local, que precisou ser isolado para os trabalhos técnicos da Perícia Criminal e da Polícia Civil. Os agentes recolheram vestígios na tentativa de esclarecer todos os detalhes da dinâmica do homicídio e confirmar os envolvidos na ação criminosa.
Apesar da pouca idade, os registros policiais apontam que Ray acumulava 15 passagens por crimes como tráfico de drogas, desacato, furto e ameaça. Ele havia sido preso em março deste ano por suspeita de envolvimento com organização criminosa, permanecendo detido até o dia 21 de agosto. Pouco mais de um mês após deixar a prisão, ele teria viajado para Maracaju.
Logo após o crime, forças de segurança intensificaram as diligências para localizar o responsável pelas facadas. Gabriel de Souza Ribeiro, de 26 anos, foi apontado como o autor do assassinato e acabou detido por policiais da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), que prestaram apoio à Polícia Civil nas investigações. As autoridades continuam apurando o caso para identificar possíveis coautores.
Fonte: ligadonanoticia.com.br
