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Polícia Federal planeja criar divisão especializada para combater bets ilegais

A Polícia Federal estruturará uma nova diretoria com divisões focadas na repressão a apostas ilegais, manipulação de resultados e lavagem de dinheiro com ativos virtuais, após decisão do governo de banir as bets.

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Polícia Federal planeja criar divisão especializada para combater bets ilegais

A Polícia Federal planeja reestruturar uma de suas diretorias com o intuito de estabelecer uma divisão permanente voltada à repressão de apostas ilegais no país. O projeto de reformulação já conta com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tramita formalmente no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

O novo organograma da corporação também prevê a criação de estruturas específicas dedicadas a combater a manipulação de resultados esportivos e a investigar o uso de ativos virtuais, como criptomoedas, em práticas de lavagem de dinheiro. A iniciativa ocorre após o governo decidir banir totalmente as apostas de quota fixa, as chamadas bets, e os cassinos online.

O pedido foi formalizado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por meio de um documento enviado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A solicitação ocorreu no mesmo dia em que o presidente Lula assinou a medida provisória que tornou ilegal a exploração dessas modalidades de apostas. Devido à criação de novas unidades, a proposta apresenta um impacto financeiro mensal estimado em R$ 44,9 mil.

A repressão rigorosa às plataformas irregulares tornou-se prioridade para o Executivo diante do risco de o governo sair desmoralizado caso houvesse falha na fiscalização após a proibição drástica. Com a reestruturação, a corporação pretende elevar o status das investigações patrimoniais e de lavagem de dinheiro, criando a Coordenação-Geral de Repressão à Lavagem de Dinheiro e Recuperação de Ativos (CGLA).

Entre as novas unidades previstas estão a Divisão de Repressão a Apostas Ilegais e a Divisão de Repressão à Manipulação de Resultados Esportivos. O plano completo contempla 17 novas unidades administrativas, aproveitando três estruturas já existentes e integrando áreas de inteligência financeira e recuperação de bens sob uma direção centralizada.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça, o governo já solicitou o bloqueio de mais de 5 mil sites de apostas que passaram a operar de forma irregular após a assinatura da medida provisória. Entre março de 2023 e agosto de 2026, a Polícia Federal deflagrou doze operações voltadas a essas frentes, resultando em mandados de prisão e busca e apreensão em diversos estados do país.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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