BRASIL

Após apreensão, dono de chiparia tenta recuperar produtos que seriam descartados

Fiscalização da Vigilância Sanitária flagrou proprietário tentando resgatar mercadorias sem procedência que seguiam para descarte em Campo Grande.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Após apreensão, dono de chiparia tenta recuperar produtos que seriam descartados

Pela segunda vez em menos de 30 dias, a Vigilância Sanitária realizou uma fiscalização em uma fábrica de chipas situada no bairro Carandá Bosque, na cidade de Campo Grande. Desta vez, o proprietário do estabelecimento foi flagrado no ato de tentar recuperar produtos que já haviam sido apreendidos e seriam encaminhados para o descarte adequado.

A abordagem ocorreu durante esta sexta-feira em uma estrada vicinal localizada no Jardim Veraneio. A movimentação inusitada chamou imediatamente a atenção de quem passava pelo local, com registros enviados por populares através do canal Direto das Ruas, mostrando um furgão estacionado junto a um caminhão de carga.

De acordo com as informações apuradas, a mercadoria em questão havia sido recolhida da fábrica para descarte após uma operação anterior realizada no início de setembro. No entanto, durante o trajeto de transporte, o dono do estabelecimento interceptou o veículo e transferiu os itens para um automóvel de sua própria empresa.

A carga recolhida estava misturada em meio a restos de carnes e ossos que seriam descartados pelo caminhão. Após acompanhar a cena, um fiscal acionou a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), resultando em uma nova abordagem ao proprietário nas proximidades da fábrica.

Na sequência dos procedimentos, a equipe da Vigilância Sanitária retornou ao estabelecimento comercial e aplicou a interdição cautelar dos produtos. A medida foi adotada porque a fiscalização constatou a presença de matérias-primas totalmente desprovidas de comprovação de procedência e sem qualquer rastreabilidade oficial.

Apesar da gravidade da situação, o empresário não foi preso em flagrante pelas autoridades policiais, pois não houve comprovação de que os produtos estivessem sendo comercializados ou utilizados na fabricação de novos alimentos no momento da abordagem. A ocorrência foi tratada como ato preparatório, embora o estabelecimento ainda possa sofrer punições administrativas e multas severas.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano