A proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais trouxe mudanças significativas na forma como o eleitorado avalia as opiniões externas na hora de definir seu voto. Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha e divulgada nesta sexta-feira (2) aponta que a influência exercida por amigos, perfis acompanhados nas redes sociais e líderes religiosos apresentou um crescimento expressivo em comparação com o cenário registrado no mês de julho.
De acordo com o levantamento, nos três grupos mencionados, a parcela de eleitores que admite considerar, seja de forma intensa ou moderada, a opinião desses agentes subiu sete pontos percentuais. Entre os amigos próximos, o índice avançou de 36% para 43%. No caso das redes sociais, a variação foi de 32% para 39%. Já entre os frequentadores de igrejas que consideram a orientação de líderes religiosos, o patamar passou de 23% para 30%.
O instituto avaliou o peso de seis diferentes grupos na escolha para o Executivo federal: amigos próximos, cônjuge ou namorado, filhos, pessoas seguidas nas redes sociais, jornalistas e líderes da igreja. Embora tenha havido alta em algumas categorias, a maioria absoluta dos entrevistados ainda sustenta que a opinião desses grupos não possui qualquer influência sobre sua decisão final nas urnas.
No segmento de profissionais da imprensa e jornalistas, o impacto oscilou positivamente dentro da margem de erro, subindo de 38% para 42% entre os que enxergam muita ou pouca influência. Por outro lado, o núcleo familiar manteve-se estável. A opinião do parceiro ou parceira foi considerada por 41% dos ouvidos que vivem em união estável, enquanto a influência dos filhos com 16 anos ou mais ficou em 37%, variações consideradas estatisticamente estagnadas.
Em termos metodológicos, a pesquisa escutou 2.506 pessoas distribuídas por 152 municípios brasileiros. O nível de confiança estipulado é de 95%, com margem de erro máxima de dois pontos percentuais para mais ou para menos para o total da amostra. O levantamento está devidamente registrado sob o protocolo BR-08039/2026.
O detalhamento dos dados por gênero indica ainda que os homens tendem a relatar maior grau de influência externa em comparação às mulheres, com destaque para a opinião de amigos próximos e de cônjuges. Apesar das oscilações captadas na reta final da disputa, a pesquisa demonstra como o diálogo e as interações cotidianas ganham tração no momento decisivo da campanha presidencial.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
