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Detentas produzem bonecos e souvenirs do papa Leão 14 antes de visita ao Peru

Nas oficinas da penitenciária feminina de Chorrillos, no Peru, dezenas de detentas fabricam bonecos e souvenirs do papa Leão 14 para venda antes da visita do pontífice ao país.

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Detentas produzem bonecos e souvenirs do papa Leão 14 antes de visita ao Peru

Nas dependências de uma superlotada prisão situada no sul de Lima, dezenas de detentas dedicam seus dias a cortar tecidos e entrelaçar fios para confeccionar bonecos de pano e diversos souvenirs em homenagem ao papa Leão 14. O pontífice tem chegada prevista ao Peru nas próximas semanas, marcando a sua primeira viagem oficial pela América Latina.

Movidas pela expectativa, as mãos das prisioneiras trabalham com agilidade para atingir a meta de produzir pelo menos mil bonecos artesanais. A comercialização dos itens ocorrerá tanto antes quanto durante a visita papal, programada para acontecer entre os dias 11 e 16 de novembro, sendo que parte da renda obtida é destinada diretamente ao sustento de suas famílias.

O papa Leão 14, cujo nome de batismo é Robert Prevost, assumiu a chefia da Igreja Católica em maio de 2025. Nascido nos Estados Unidos, ele possui forte ligação com o território peruano, onde residiu por mais de 20 anos e adquiriu a nacionalidade do país andino.

Segundo relatos de detentas que lideram a iniciativa na prisão feminina de Chorrillos, localizada em um distrito costeiro ao sul da capital peruana, a confecção dos bonecos funciona como uma atividade terapêutica que traz alívio emocional durante o cumprimento das penas. Os bonecos detalham características como óculos, batina branca, capa vermelha e o tradicional solidéu papal.

Os produtos confeccionados são recheados com algodão e comercializados por valores inferiores a US$ 9 — aproximadamente R$ 47 — por meio de plataformas de redes sociais e em uma loja oficial mantida pelo Instituto Nacional Penitenciário. Em outro setor da mesma oficina, que emprega cerca de 290 mulheres em diferentes turnos, prisioneiras também produzem rosários, pulseiras e brincos com a imagem do líder religioso.

Entre as trabalhadoras está a jovem brasileira Jullie Rocha, de 20 anos, presa por tráfico de drogas, que expressou o desejo de que o pontífice dedique preces às internas. A superlotação é um problema crítico na unidade, que foi projetada para abrigar 400 detentas, mas atualmente aloja 751 mulheres.

Embora a direção do presídio ainda não tenha confirmação sobre uma possível visita papal à instituição, a expectativa entre as reeducandas permanece alta. A viagem de Leão 14 incluirá passagens por Chiclayo e Lima, encerrando o seu primeiro giro latino-americano após passagens pelo Uruguai e pela Argentina.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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