A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã deste sábado, dia 3 de outubro, a Operação Rastilho, com o objetivo de aprofundar apurações sobre eventuais irregularidades eleitorais no estado do Ceará. A medida surge como um desdobramento direto da Operação Rastro, realizada em 31 de agosto, ocasião em que os agentes apreenderam R$ 334 mil em dinheiro vivo, além de telefones celulares e computadores.
De acordo com as autoridades federais, o foco da investigação recai sobre possíveis repasses financeiros realizados com o intuito de assegurar apoio político e eleitoral em diferentes municípios cearenses. O trabalho policial busca destrinchar os fluxos monetários e identificar todos os envolvidos nas práticas ilícitas sob suspeita.
O material analisado ao longo das diligências anteriores indicou a necessidade de aprofundar o exame sobre a origem, a movimentação e a destinação final de valores que superam a marca de R$ 9,8 milhões. Além disso, os investigadores apuram a suspeita de que a estrutura de uma entidade sindical tenha sido utilizada para viabilizar as irregularidades.
Para dar andamento às investigações, a Justiça Eleitoral expediu 19 mandados de busca e apreensão, fundamentados em representações apresentadas durante o inquérito. As ordens judiciais estão sendo cumpridas em quatro localidades do Ceará: Fortaleza, Coreaú, Irauçuba e Itapajé.
A corporação destacou que as diligências ocorreram antes do pleito para garantir a coleta e a preservação de provas contemporâneas aos fatos apurados, focando especialmente na eventual circulação e na destinação de recursos vinculados aos crimes eleitorais investigados.
Durante o cumprimento dos mandados neste sábado, a Polícia Federal confirmou a apreensão de aproximadamente R$ 120 mil em espécie. Também foram recolhidos novos aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e anotações com informações relevantes para o caso, que serão submetidas à perícia.
A Operação Rastilho é realizada de forma conjunta com o Ministério Público Eleitoral e a Controladoria-Geral da União (CGU). As apurações seguem em andamento sob a supervisão direta da Justiça Eleitoral.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
