A poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026, os principais candidatos à Presidência apresentam caminhos diferentes para lidar com alguns dos maiores desafios da economia brasileira. Entre os temas que estarão na mesa do próximo presidente estão o equilíbrio das contas públicas, os juros, o endividamento das famílias, o crescimento econômico e a produtividade.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) apresentam em seus planos de governo propostas recolhidas e protocoladas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O foco das medidas abrange áreas que afetam diretamente as contas do governo, a saúde financeira das empresas e o orçamento das famílias brasileiras.
O endividamento recorde e o avanço das apostas online, as bets, também figuram no centro dos debates. Dados do setor apontam forte impacto no orçamento doméstico, levando candidatos a proporem desde regras mais rígidas para publicidade e concessão de crédito até proibições específicas do uso de recursos de programas sociais em plataformas de apostas.
A situação da dívida pública e das contas do governo surge como outro ponto crítico. Com o setor público registrando déficits primários expressivos ao longo de 2026 e a dívida alcançando patamares elevados em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), analistas econômicos apontam que o próximo chefe do Executivo precisará apresentar medidas concretas para controlar despesas obrigatórias e estancar o crescimento do endividamento estatal.
No comércio exterior, as discussões ganham tração diante de barreiras e sobretaxas aplicadas por potências estrangeiras, como os Estados Unidos, além do interesse internacional estratégico sobre as reservas brasileiras de terras raras. As propostas dos presidenciáveis variam desde o estreitamento de laços com determinados blocos até o pragmatismo comercial, foco na industrialização local de minerais e a atração de investimentos por meio de novas zonas econômicas.
Por fim, a inflação e a taxa Selic continuam a conectar transversalmente os principais gargalos da economia nacional. Embora o Banco Central tenha implementado cortes recentes na taxa básica de juros, o patamar ainda restringe o crédito e encarece o financiamento público, exigindo dos postulantes ao Palácio do Planalto estratégias coordenadas de responsabilidade fiscal, controle de preços e estímulo à produtividade para garantir um crescimento sustentável nos próximos anos.
Fonte: g1.globo.com
