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‘Não tivemos bloqueios em estradas’, diz coordenador de operações sobre atuação da PRF nas eleições

Balanço divulgado pelo Ministério da Justiça após o encerramento da votação do primeiro turno aponta que o pleito ocorreu sem problemas de segurança pública ou bloqueios em rodovias.

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O coordenador-geral de operações integradas do Ministério da Justiça, coronel Ronimar Jobim, afirmou no início da noite deste domingo (4), após o encerramento da votação, que não houve problemas na segurança pública durante o primeiro turno das eleições. Segundo o representante da pasta, não foram registrados bloqueios em rodovias federais que pudessem atrapalhar o deslocamento dos eleitores.

Durante o pronunciamento, Jobim destacou a normalidade da circulação viária no país. ‘Não tivemos intercorrências, não aconteceram bloqueios ou interrupções totais’, declarou o coordenador aos jornalistas ao detalhar o balanço parcial das operações de trânsito e segurança.

De acordo com o balanço oficial, as únicas duas paralisações parciais registradas ao longo do dia nas estradas fiscalizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ocorreram devido a motivos operacionais e de força maior: um acidente com vítimas fatais no estado do Ceará e a queda de uma árvore em trecho rodoviário.

No que tange aos ilícitos de natureza eleitoral, o coronel informou que houve cinco casos de crimes com prisão em flagrante. Destes, três ocorrências foram registradas por suspeita de corrupção e compra de votos, enquanto os outros dois envolveram suspeitas de transporte irregular de eleitores.

Como desdobramento dessas fiscalizações, dois ônibus foram interceptados e encaminhados para a Polícia Federal para a realização de investigações posteriores. O primeiro caso ocorreu em Roraima, com 49 eleitores a bordo, e o segundo no Amazonas, transportando 26 pessoas. A suspeita das autoridades é de que os veículos estivessem levando os passageiros para votar em um candidato específico.

Questionada sobre as diretrizes da corporação em comparação ao pleito de 2022 — quando blitze geraram controvérsias e dificultaram o trânsito, sobretudo em redutos eleitorais do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva —, a coordenadora de operações da PRF, Nádia Zilotti, explicou a mudança de postura institucional adotada desde o ano seguinte.

‘Desde 2023, a PRF mudou o foco para que a livre mobilidade, a circulação dos veículos fosse o ponto principal’, pontuou Nádia ao ressaltar a prioridade da instituição em garantir o direito de ir e vir dos cidadãos durante o processo democrático.

Apesar da fluidez nas estradas, as forças de segurança realizaram apreensões expressivas na véspera do pleito. Nádia Zilotti destacou que o caso de maior repercussão ocorreu no sábado (3), no município de Rio Largo, em Alagoas, onde agentes apreenderam quase R$ 1 milhão.

Na ocasião, os policiais rodoviários encontraram com um suspeito a quantia de R$ 79,2 mil em dinheiro vivo, além de cheques que totalizavam R$ 866 mil. O material representou a maior apreensão financeira realizada pela PRF no período, e o caso foi encaminhado para a Polícia Federal investigar a origem e o destino dos valores. O suspeito foi preso em flagrante.

Fonte: g1.globo.com

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