A eleição deste domingo marca o surgimento de uma nova onda da direita bolsonarista, considerada superior à registrada em 2018. O principal fator para essa consolidação é a estrutura atual do PL, que se apresenta muito mais organizada do que o antigo PSL daquela época.
Com essa configuração, Flávio Bolsonaro assegurou o maior contingente de senadores, deputados federais e governadores eleitos. Esse amplo grupo de aliados funcionará como um verdadeiro exército para impulsionar sua campanha no segundo turno, inclusive em redutos tradicionalmente lulistas como Maranhão e Alagoas.
Na região Nordeste, o senador obteve 30,85% dos votos válidos. Embora parte desse desempenho possa ser atribuída ao voto útil, a base de apoio de Luiz Inácio Lula da Silva na região encolheu na comparação com pleitos anteriores, passando de 66,7% no primeiro turno de 2022 para 63,7% no cenário atual.
O término da primeira etapa do pleito também abre espaço para que figuras do Centrão que mantiveram cautela passem a apoiar abertamente a candidatura de Flávio. Lideranças como Ciro Nogueira, Arthur Lira e ACM Neto tendem a redefinir suas articulações para a disputa presidencial que se avizinha.
No Maranhão e no Pará, estados estratégicos do Norte e Nordeste, governadores recém-eleitos ou neutros sem alinhamento direto com o Palácio do Planalto ampliam as expectativas da direita por declarações de voto que fortaleçam a campanha de Flávio Bolsonaro na reta final.
Por fim, o avanço expressivo da direita também atingiu lideranças alternativas de centro e de esquerda, enfraquecendo nomes como Fernando Haddad em São Paulo, João Campos em Pernambuco e governadores estaduais que tentaram desafiar o protagonismo do clã Bolsonaro no cenário nacional.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
