O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (5) que o ex-presidente Jair Bolsonaro terá participação ativa em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. A declaração foi feita durante uma entrevista concedida ao programa Estúdio I, da GloboNews.
Questionado sobre o papel de Jair Bolsonaro em uma possível gestão do filho, Valdemar descartou que o ex-presidente assuma um cargo ministerial, mas garantiu que ele participará da administração através de opiniões e forte influência política.
“Bolsonaro vai participar muito dessa administração. Não tenho dúvida disso. Ele vai dar opinião. Não, não vai ser ministro, mas vai dar opinião”, declarou o presidente da legenda durante a entrevista na televisão.
Segundo o dirigente partidário, Flávio Bolsonaro deve seguir, no início de um eventual governo, uma estratégia parecida com a adotada por seu pai no começo de sua própria gestão presidencial. A fórmula prevê a colocação de pessoas de confiança em postos considerados fundamentais e a concessão de autonomia aos integrantes do alto escalão.
A fala de Valdemar ocorreu após o jornalista Otávio Guedes questioná-lo sobre a possibilidade de um futuro governo Flávio iniciar sob turbulência institucional. O questionamento abordou a defesa, por parte de setores do PL, de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além de discussões sobre uma eventual concessão de anistia ou indulto ao pai.
Sobre os pedidos de impeachment contra magistrados do STF, Valdemar afirmou que tal decisão caberia exclusivamente aos senadores da República e ponderou que o país deve evitar entrar em uma escalada de conflitos institucionais.
Por fim, o presidente do PL avaliou o cenário eleitoral e atribuiu parte expressiva do desempenho de Flávio no primeiro turno à força política de Jair Bolsonaro. De acordo com ele, o prestígio do ex-presidente foi determinante para mobilizar eleitores e buscar votos. Flávio terminou o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e agora se prepara para disputar o segundo turno da eleição presidencial contra o atual presidente.
Fonte: g1.globo.com
