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Bancada feminina bate recorde e é mais de esquerda que total da Câmara

A participação feminina na Câmara dos Deputados cresceu nas eleições de outubro de 2026, alcançando 109 parlamentares eleitas e superando a proporção progressista da Casa.

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Bancada feminina bate recorde e é mais de esquerda que total da Câmara

As eleições de outubro de 2026 registraram um avanço na representatividade feminina na Câmara dos Deputados, embora as mulheres permaneçam como minoria absoluta entre os parlamentares. Foram eleitas 109 deputadas para as 513 cadeiras da Casa, superando as 90 parlamentares registradas no pleito de 2022. Com esse incremento, a proporção entre homens e mulheres passou de 17,5% para 21,2% na nova legislatura.

O crescimento de 21,1%, representado por 18 novas deputadas, consolida a próxima legislatura como a recordista em participação feminina na história da Câmara dos Deputados. Apesar do avanço histórico, o quantitativo permanece distante da proporção real de mulheres na população brasileira, que alcança 51,5% de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diferente do observado no Senado Federal — onde as candidatas da direita impulsionaram um salto de 80% na bancada —, as deputadas eleitas para a Câmara apresentam um perfil político mais inclinado à esquerda em comparação à totalidade da Casa. Entre as parlamentares que tomarão posse, 52 pertencem ao campo da direita, enquanto 47 vagas foram conquistadas pela esquerda e 10 por legendas de centro.

Proporcionalmente, a nova bancada feminina da Câmara será composta por 48% de parlamentares de direita, 43% de esquerda e 9% de centro. Essa distribuição evidencia estabilidade em relação ao pleito anterior, acompanhada por uma discreta retração do centro. Em 2022, a proporção de deputadas à direita havia sido idêntica, com 41% à esquerda e 11% ao centro.

O panorama demonstra que a bancada feminina possui uma inclinação progressista significativamente superior à composição global da Câmara dos Deputados. No conjunto geral da Casa, 59,1% dos parlamentares situam-se à direita, 24,2% à esquerda e 16,8% ao centro, segundo análises do cenário político brasileiro.

A divergência ideológica acentua-se na análise exclusiva do eleitorado masculino. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 404 homens eleitos, 62% estão filiados a partidos de direita, 19% compõem o campo da esquerda e outros 19% integram o centro político brasileiro.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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