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População trans amplia representação no Poder Legislativo

A eleição da deputada federal Thabatta Pimenta e novos nomes estaduais reforçam a presença de pessoas transexuais e travestis nas instâncias de poder no país.

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População trans amplia representação no Poder Legislativo

As recentes eleições trouxeram avanços significativos para a representatividade da população transexual e travesti no cenário político brasileiro, destacando-se na Câmara dos Deputados e em diversos parlamentos estaduais. Com a vitória da deputada federal Thabatta Pimenta (PSOL-RN), o grupo legislativo federal ganhou reforço, somando-se à reeleição de parlamentares expressivas como Duda Salabert (PSOL-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP).

No âmbito dos estados, o pleito também registrou marcos históricos nas assembleias legislativas. Pela primeira vez, Natasha Ferreira (PT-RS) e Sofia Favero (PSOL-SP) conquistaram cadeiras como deputadas estaduais, ampliando a diversidade nas Casas Legislativas regionais.

As estreantes passam a atuar junto a nomes já consolidados que conseguiram a reeleição em seus respectivos estados, a exemplo de Dani Balbi (PCdoB-RJ) e Linda Brasil (PSOL-SE). No entanto, no caso de Linda Brasil, que se destacou como a terceira deputada estadual mais votada em Sergipe, a efetivação da posse ainda aguarda uma deliberação final da Justiça Eleitoral acerca do indeferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários da Federação PSOL/Rede no estado.

Diante do cenário eleitoral, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) veio a público para celebrar o crescimento expressivo não apenas das bancadas eleitas, mas também do total de candidaturas registradas em todo o país, que alcançaram a marca de 116 nomes neste ano.

Em nota oficial divulgada à imprensa, a entidade enfatizou que o objetivo vai muito além de contabilizar estatísticas favoráveis. O foco reside na consolidação da participação ativa na política institucional, no combate implacável ao apagamento histórico e na compreensão das barreiras sociais que dificultam o acesso e a permanência de pessoas trans e travestis nos espaços de decisão.

A avaliação da Antra aponta que os resultados obtidos representam apenas o ponto de partida para um esforço contínuo em prol da democracia, dos direitos fundamentais e da salvaguarda da comunidade. Para a associação, a conquista de um mandato abre portas para disputar direitos e resguardar vidas, assegurando que a população trans tenha voz ativa no futuro político do Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano