O prédio do antigo Clube Surian segue com futuro incerto em Campo Grande, motivando uma nova cobrança do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em relação à destinação do imóvel localizado na Avenida Mato Grosso.
A medida é conduzida pelo promotor de Justiça Fábio Ianni Goldfinger, da 30ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social. O objetivo da cobrança direcionada à Procuradoria-Geral do Município e à Semed é acompanhar e fiscalizar as providências para conter a deterioração da estrutura e definir o uso do bem público.
O imóvel foi incorporado ao patrimônio municipal em 2019, após o perdão de uma dívida de R$ 1,5 milhão em IPTU, taxas e multas. A intervenção atual do Ministério Público ocorre após representações de moradores locais que apontaram o estado de abandono do local e os riscos de proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Anteriormente, em 2021, a prefeitura tentou licitar a reforma do espaço para transformá-lo em uma EMEI, mas o edital ficou sem interessados. Posteriormente, a Semed declarou a obra inviável por falta de adequação às normas técnicas e pedagógicas atuais, descartando o uso educacional.
Sem utilidade para a educação, a Funesp e a Emha também declinaram o aproveitamento da área. O único órgão que manifestou interesse em assumir o prédio atualmente é o Planurb, que pretende instalar ali sua nova sede administrativa e um centro de exposição urbanística.
Embora a investigação anterior por improbidade tenha sido arquivada por ausência de dolo dos gestores, a Promotoria instaurou um novo procedimento administrativo para monitorar o andamento da situação e aguarda as manifestações oficiais do município.
Fonte: www.campograndenews.com.br
