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Entenda por que o PSOL elegeu menos deputados federais que o PT em SP mesmo com mais votos

A votação histórica da deputada federal Erika Hilton em São Paulo não foi suficiente para garantir mais cadeiras ao PSOL na Câmara devido às regras do sistema proporcional e à exigência de desempenho mínimo individual dos candidatos.

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Entenda por que o PSOL elegeu menos deputados federais que o PT em SP mesmo com mais votos

A votação recorde da deputada federal Erika Hilton, que ultrapassou a marca de 1,5 milhão de votos em São Paulo e se tornou a parlamentar federal mais votada da história no pleito, não se traduziu na ampliação esperada da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados. No estado, o PSOL acabou elegendo menos parlamentares do que o PT, mesmo tendo acumulado um volume superior de votos na disputa proporcional.

A dinâmica por trás desse resultado está nas regras que regem as eleições proporcionais no Brasil. Quando o eleitor vota em um candidato à Câmara, o sufrágio é computado para o partido ou federação. É justamente essa soma total de votos obtida pela legenda que define quantas vagas ela terá direito de conquistar no Congresso Nacional, com a votação ocorrendo de forma estadual para as 70 vagas disponíveis em São Paulo.

Quando um candidato atinge uma votação expressiva, como o caso de Erika Hilton, ele acaba exercendo o papel de puxador de votos, ajudando a garantir cadeiras para o seu grupo político. No entanto, para que esses parlamentares ocupem as vagas obtidas, a legislação exige que eles também atinjam uma votação mínima individual rigorosa vinculada ao quociente eleitoral.

De acordo com especialistas em direito eleitoral, o quociente em São Paulo ficou em aproximadamente 338 mil votos, fixando a exigência mínima individual em cerca de 10% desse valor, ou seja, aproximadamente 33,8 mil votos. A federação formada por PSOL e Rede somou cerca de 3 milhões de votos no estado, com mais da metade concentrados em Erika Hilton, mas apenas seis candidatos alcançaram o piso legal exigido.

Entre os nomes da federação que atingiram a marca mínima e foram eleitos estão Erika Hilton, Sâmia Bonfim, Guilherme Cortez, Professora Luciene Cavalcante, Natália Boulos e Sônia Guajajara. Outros nomes expressivos do partido ficaram abaixo do patamar necessário, impedindo que a legenda preenchesse todas as vagas iniciais indicadas pelo cálculo proporcional.

Em contrapartida, a federação liderada pelo PT acumulou 2,5 milhões de votos em São Paulo, mas contou com 13 candidatos que superaram a marca de 90 mil votos. Com um número muito maior de postulantes atingindo o desempenho individual necessário, o PT conseguiu converter suas vagas em 11 cadeiras na Câmara dos Deputados, superando o desempenho em número de eleitos da federação do PSOL.

Fonte: g1.globo.com

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