Nas eleições gerais realizadas no domingo, os eleitores brasileiros escolheram, diretamente, cinco líderes religiosos para ocupar assentos no Poder Legislativo estadual e federal. O levantamento tem como base as candidaturas cuja ocupação autodeclarada foi de “Sacerdote ou Membro de Ordem ou Seita Religiosa”, conforme as classificações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Três candidatos foram eleitos diretamente para as assembleias estaduais, sendo um em Goiás e dois em Santa Catarina. Outros dois foram escolhidos para o cargo de deputado federal, ambos representando o estado de Minas Gerais. Entre os deputados estaduais eleitos estão Cardoso, pelo Republicanos em Goiás, além de Sergio Motta e Padre Pedro, ambos por Santa Catarina.
No âmbito federal, as vagas foram preenchidas por Padre João, sacerdote católico eleito pelo PT em Minas Gerais para o seu quinto mandato na Câmara, e pelo pastor evangélico Lincoln Portela, do PL mineiro, que exerce mandatos consecutivos desde 1999. O cenário demonstrou pluralidade de siglas, com nomes de espectros políticos distintos dividindo espaço nas bancadas.
Além dos titulares eleitos de forma direta, outros 43 nomes de líderes religiosos integraram a lista do Legislativo na condição de suplentes. No total, somando titulares e suplentes, 48 figuras religiosas compuseram o quadro de eleitos e suplentes para o Legislativo estadual e federal no pleito.
Os suplentes representam candidatos que não obtiveram vaga direta, mas figuram na lista de espera dos partidos ou federações, podendo assumir mandatos caso titulares deixem os cargos. Do total de 43 suplentes registrados, 18 ocupam posições para deputado federal e 25 para deputado estadual ou distrital, com forte presença de siglas como PL, União Brasil e Republicanos.
Em comparação com os pleitos anteriores, o número de candidaturas de líderes religiosos sofreu variações. Em 2022, o país registrou 111 candidaturas do segmento, com oito eleitos diretamente e 56 suplentes. Já em 2018, foram 112 candidatos, com sete vitórias diretas e 87 suplentes, demonstrando a movimentação contínua de representantes religiosos na política nacional.
Fonte: g1.globo.com
