Integrantes da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliaram, durante reunião realizada em Brasília nesta segunda-feira (5), que a edição da Medida Provisória das bets, anunciada a poucos dias do pleito, pode ter funcionado como um tiro no pé para a estratégia governista.
O encontro reuniu o chefe do Executivo e diversos aliados políticos na capital federal para discutir os rumos da campanha eleitoral e alinhar novas diretrizes de atuação nos estados.
Apesar da percepção interna de desgaste, o governo ainda não encomendou uma pesquisa formal de opinião para mensurar com precisão o impacto exato da medida sobre o eleitorado. No entanto, a avaliação preliminar aponta que a forte atuação de influenciadores em defesa das casas de apostas acabou sendo preponderante para reduzir o apoio popular à iniciativa.
A decisão de Lula de pôr fim às bets havia ocorrido após levantamentos internos indicarem que a maioria da população defendia o encerramento das atividades de apostas diante dos crescentes índices de endividamento familiar.
Durante a reunião desta segunda-feira, a palavra de ordem estabelecida pela coordenação foi a intensificação da mobilização nos estados, abrangendo inclusive aqueles territórios onde não haverá disputa de segundo turno.
Vários governadores da região Nordeste que compareceram ao encontro assumiram o compromisso político de ampliar a votação conferida a Lula em suas respectivas bases eleitorais.
No Piauí, por exemplo, a meta estipulada pelas lideranças locais é alcançar o mesmo patamar expressivo registrado nas eleições de 2022, quando o petista obteve 76% das intenções de voto. No pleito atual, a marca registrada no estado foi de 70%.
A avaliação estratégica da campanha sustenta que o candidato à reeleição ainda possui margem para crescer, enquanto o principal adversário na disputa, Flávio Bolsonaro, já teria atingido o seu teto de votos.
Diante desse cenário, além de focar na mobilização regional, a estratégia definida no encontro prevê a intensificação do processo de desconstrução do oponente para enfraquecê-lo politicamente ao longo das próximas semanas decisivas.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
