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Técnico de jiu-jítsu Bruno Formiga é acusado de assédio sexual e estupro por alunas no Rio de Janeiro

O treinador de jiu-jítsu Bruno Leonardo Reis de Souza, conhecido como Bruno Formiga, é alvo de investigações policiais no Rio de Janeiro após ser acusado por alunas de assédio sexual e estupro.

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Técnico de jiu-jítsu Bruno Formiga é acusado de assédio sexual e estupro por alunas no Rio de Janeiro

O cenário do esporte carioca enfrenta um grave escândalo após o surgimento de acusações formais contra o treinador de jiu-jítsu Bruno Leonardo Reis de Souza, de 42 anos, amplamente conhecido como Bruno Formiga. Ele é apontado por duas ex-alunas de sua academia, situada no bairro da Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, como autor de práticas abusivas que incluem assédio sexual e estupro.

De acordo com os registros obtidos através de boletins de ocorrência, uma das vítimas, maior de idade, relata ter sido alvo de atos de violência sexual. A segunda vítima, uma adolescente, acusa o treinador de assédio e também aponta o atleta Cauã Magalhães Amaral como responsável por episódios de estupro. Em decorrência dessas denúncias, o Tribunal de Justiça concedeu medidas protetivas em favor da menor em abril.

Os relatos detalham um padrão de conduta inadequada durante os treinamentos. Segundo as investigações, o treinador simulava manobras técnicas e imobilizações para pressionar o próprio corpo contra as alunas, além de realizar contatos físicos indevidos. A vítima maior de idade relatou ter sofrido estupro durante uma viagem da equipe para São Paulo, após receber substâncias entorpecentes e álcool fornecidos pelo próprio técnico.

A adolescente, por sua vez, relatou episódios adicionais de violência envolvendo o atleta Cauã Amaral, incluindo uma ocorrência nas dependências da academia e outra durante uma viagem internacional para Portugal. O pai da jovem relatou que tomou conhecimento dos fatos somente após a deterioração do estado emocional da filha, que passou a recusar frequentar a escola e apresentou quadros de forte estresse psicológico.

A defesa dos investigados, representada pelo advogado Pedro Santiago, tem negado veementemente todas as acusações. Em manifestações públicas e notas oficiais, a defesa criticou o que classificou como vazamentos seletivos de dados protegidos por segredo de justiça, argumentando que a exposição pública promove uma condenação social antecipada antes da conclusão do inquérito policial e do devido processo legal.

Enquanto o processo segue sob sigilo na esfera policial e judicial, as medidas cautelares continuam vigentes para resguardar a integridade das vítimas. O caso repercutiu profundamente na comunidade esportiva, reacendendo debates sobre a segurança de atletas em ambientes de treinamento e a fiscalização de condutas de treinadores e equipes de artes marciais.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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