O brasileiro Danilo Silva, que foi detido no último domingo por se vestir como um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos) em um local de votação, precisou pagar o valor de US$ 5.650, o equivalente a cerca de R$ 29.506, a título de fiança para conseguir responder ao processo em liberdade.
A prisão aconteceu durante o primeiro dia de votação das eleições presidenciais brasileiras no exterior. Conforme as autoridades locais, o brasileiro utilizava um uniforme muito parecido com o dos agentes federais de imigração norte-americanos e circulava próximo aos eleitores com o objetivo de provocar temor e intimidação.
Durante a realização da audiência de custódia, a juíza Mindy Glazer, pertencente ao 11º circuito judicial da Flórida, repreendeu duramente o suspeito pela conduta adotada. Durante a sessão, a magistrada enfatizou que a situação não se tratava de uma brincadeira festiva, declarando que o Dia das Bruxas ocorre apenas no final de outubro.
Em decorrência de suas ações, Silva acumulou diversas acusações formais, incluindo intimidação eleitoral qualificada, suborno, ameaça direcionada a agentes públicos, uso ilegal de insígnias policiais e conduta desordeira. Após a quitação da fiança estipulada pela Justiça, ele foi liberado da prisão.
O relatório elaborado pela polícia aponta que, no momento da abordagem, o brasileiro admitiu não pertencer a nenhuma corporação federal e confessou ter adquirido a vestimenta através da internet. Os registros policiais também indicam que ele se exaltou durante a ação dos oficiais, proferiu ameaças a um investigador e tentou subornar os policiais oferecendo dinheiro para escapar da detenção.
Questionado pelas autoridades sobre a motivação de seus atos, Danilo Silva alegou que o único objetivo ao vestir a fantasia era observar qual seria a reação das pessoas ao seu redor. Com a soltura provisória, ele deverá comparecer a um novo depoimento marcado para o dia 19 de outubro, enquanto o caso segue para a análise da Promotoria, que decidirá sobre a apresentação formal das acusações.
Fonte: g1.globo.com
