Mais de 300 mil cidadãos brasileiros que residem fora do território nacional compareceram às urnas no último domingo para definir suas preferências na disputa pela Presidência da República. No cenário internacional, o atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), obteve um desempenho superior em termos de sufrágios em comparação ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
O embate nas seções eleitorais estrangeiras foi marcado pela competitividade, resultando em uma margem de aproximadamente 157 mil votos favoráveis ao petista. Esse avanço foi impulsionado majoritariamente por nações situadas na Europa, no Oriente Médio e na Oceania, refletindo a dinâmica política dessas regiões.
Por outro lado, o parlamentar Flávio Bolsonaro registrou seus melhores índices de votação na Ásia e, de maneira destacada, nas Américas do Norte e Latina. Esse comportamento nas urnas alinha-se ao fortalecimento recente das correntes de direita no continente americano.
De acordo com os dados consolidados dos 101 países que registraram votação, um índice inferior a 10% optou por candidaturas alternativas, anulou o sufrágio ou votou em branco. Paralelamente, outras 32 nações contavam com eleitores aptos, mas não houve comparecimento às urnas nesses locais.
Entre as nações que proporcionaram as margens mais expressivas para o atual presidente destacam-se Portugal, Alemanha, França, Reino Unido e Canadá, totalizando a liderança de Lula em 64 países. Em contrapartida, os Estados Unidos, o Japão e o Paraguai funcionaram como os principais redutos de votação para Flávio Bolsonaro.
Em termos percentuais, Lula obteve marcas expressivas em locais como Cuba, Argélia, Jordânia, Dinamarca e França. Na Síria, que participou do processo de votação no exterior pela primeira vez neste ciclo, o candidato petista alcançou 89,81% da preferência. Já o senador do PL obteve seus maiores percentuais no Paraguai, Nepal, Ucrânia, Guiana, Bolívia e Japão.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
