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Após 3 anos, 7 de Outubro mobiliza memória, política e medos de judeus em Israel

Três anos após os ataques do Hamas, Israel relembra o trauma de outubro de 2023 em meio a impactos na saúde mental, pressões políticas sobre o premiê Binyamin Netanyahu e o peso do tema nas próximas eleições.

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Após 3 anos, 7 de Outubro mobiliza memória, política e medos de judeus em Israel

Três anos após os atentados realizados pelo grupo terrorista Hamas no dia 7 de outubro de 2023, o trauma na sociedade israelense permanece profundo e molda tanto o cenário político quanto o cotidiano do país. Naquela manhã, milhares de homens armados cruzaram a fronteira a partir da Faixa de Gaza em direção a locais distantes até 22 km, enquanto o grupo lançava cerca de 5.000 foguetes, marcando o pior ataque da história de Israel.

A ofensiva resultou em 1.200 mortes, incluindo civis e funcionários de segurança, de nacionalidades israelense e estrangeira, que estavam em suas residências em kibutzim, em rodovias da região ou em eventos como o festival de música eletrônica Nova, próximo ao kibutz de Re’im. Este último registrou o maior número de assassinatos, totalizando 351 vítimas fatais, entre as quais estava o brasileiro Ranani Glazer.

Relatórios divulgados por comissões israelenses e pela Organização das Nações Unidas documentaram atrocidades cometidas durante os ataques e o sequestro de 251 reféns. Foram constatados casos de tortura, violência sexual sistemática e abusos graves, descritos em investigações como ações marcadas por extrema crueldade e focadas na amplificação do terror e da humilhação.

As consequências psicológicas desse período refletem-se nos dados de atendimento médico e de assistência. Segundo a ONG israelense Eran, especializada em suporte emergencial de saúde mental, foram realizados 928 mil atendimentos desde o início da ofensiva, em um país com cerca de 10 milhões de habitantes, com destaque para o avanço no percentual de jovens auxiliados.

No âmbito político, a memória do 7 de Outubro segue como fator central e decisivo para a população. Pesquisa do Instituto Democracia de Israel aponta que o evento é considerado primordial para 62% dos eleitores na definição de seus votos para a eleição marcada para o dia 27 de outubro, em um contexto de forte pressão sobre o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu devido à condução da segurança e à gestão das negociações para a libertação dos sequestrados.

Apesar da intensa oposição e das críticas por falhas na resposta inicial ao longo dos anos de conflito, Netanyahu tem buscado se consolidar como uma liderança firme diante das ameaças de segurança. Pesquisas recentes indicam um cenário de empate técnico entre o bloco de apoio ao premiê e o principal grupo opositor, mantendo aberta a disputa para a composição do Parlamento israelense.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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