A aparição de uma aranha-caranguejeira dentro de uma residência em Corumbá, enquanto uma jovem assistia a uma aula de inglês, ilustra uma realidade bastante comum na região de Mato Grosso do Sul. Situadas próximas ao Pantanal, as cidades de Corumbá e Ladário convivem frequentemente com a presença de animais silvestres em áreas urbanas, exigindo constante atuação das autoridades locais.
O caso da aranha ocorreu na última terça-feira (6), por volta das 13h. Sozinha no imóvel, a moradora percebeu o aracnídeo caminhando pelo sofá, após entrar pela lavanderia, passar pelo quarto e seguir em direção à cozinha. Sem conseguir atendimento imediato do Corpo de Bombeiros, ela buscou ajuda na Defesa Civil. Quando a equipe chegou ao local, no entanto, o animal já havia se escondido nos fundos e não foi localizado.
Segundo o sargento Marti, responsável pelas relações públicas do 3º Grupamento de Bombeiros Militar, as ocorrências envolvendo animais fazem parte da rotina das duas cidades devido à proximidade com o bioma pantaneiro. Apenas neste ano, os bombeiros já acumulam mais de 200 chamados para a captura de diferentes espécies na região.
A lista de atendimentos inclui desde animais de menor porte até espécies que geram grande preocupação na população. De acordo com o militar, as cobras estão entre os bichos que mais provocam medo nos moradores, especialmente quando há suspeita de peçonha. Quatis, tamanduás, macacos e morcegos — que por vezes são confundidos com aves pelos solicitantes — também figuram nas estatísticas.
Além dos animais habituais, o trabalho dos bombeiros na região por vezes mobiliza equipes para resgates de grande porte. Espécies como onças e jaguatiricas já entraram para a lista de visitas indesejadas em residências e perímetros urbanos de Corumbá e Ladário, exigindo o preparo e o cuidado redobrado dos militares.
Diante desse cenário, a recomendação oficial repassada aos moradores é clara: em hipótese alguma o cidadão deve tentar capturar animais silvestres por conta própria. A orientação repassada à jovem em Corumbá foi manter distância do aracnídeo, facilitar sua possível saída do imóvel e acionar imediatamente os órgãos competentes caso a visita inesperada volte a acontecer.
Fonte: www.campograndenews.com.br
