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Espanha antecipa eleições após crise na habitação e sindicatos convocam greve geral

Principais centrais sindicais espanholas marcam greve geral para 11 de novembro, em meio à escalada de protestos por moradia e após o presidente Pedro Sánchez antecipar as eleições legislativas.

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Espanha antecipa eleições após crise na habitação e sindicatos convocam greve geral

A Espanha enfrenta uma grave crise no setor imobiliário, com os preços de aluguéis e imóveis disparando nos últimos anos, o que levou as duas principais centrais sindicais do país a anunciarem uma greve geral de 24 horas para o dia 11 de novembro. A paralisação ocorrerá justamente às vésperas do início da campanha para as eleições legislativas antecipadas.

A convocação foi firmada após um acordo entre a UGT e a CCOO, respondendo a um apelo formal da Confederação de Sindicatos de Inquilinas. Esse coletivo tem mobilizado milhares de cidadãos em protestos diários nas ruas desde o dia 23 de setembro, exigindo mudanças profundas nas políticas de moradia e reivindicando salários dignos compatíveis com o custo habitacional.

O anúncio da greve geral acontece logo após o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, convocar eleições legislativas antecipadas para o dia 29 de novembro. A decisão do líder socialista veio apenas dois dias depois de o Parlamento da Espanha derrubar decretos governamentais que continham medidas voltadas para o setor de habitação, agravando o cenário político.

Associações empresariais manifestaram forte oposição ao movimento paredista. O presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais, Antonio Garamendi, questionou a legalidade da greve sob a justificativa de que o tema não seria estritamente laboral, além de apontar um forte componente político e eleitoral na medida.

Partidos da oposição, como o Partido Popular e o Vox, também criticaram duramente a paralisação, apontando que esta é a primeira greve geral desde que Pedro Sánchez assumiu o poder em 2018. O PP classificou a decisão como uma manobra com forte carga política destinada a apoiar indiretamente a gestão do atual primeiro-ministro.

Em resposta às críticas e ao agendamento da paralisação, Pedro Sánchez pontuou que o movimento afeta diretamente a rotina de muitos trabalhadores e trabalhadoras, reforçando que cabe ao governo adotar uma postura de respeito a esse direito constitucional garantido à classe trabalhadora.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano