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Bolsas da Europa fecham em baixa pressionadas por déficit e avanço do petróleo

Principais índices europeus recuaram nesta quarta-feira (7), corrigindo ganhos recentes em meio a temores fiscais na França e alta do petróleo.

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Bolsas da Europa fecham em baixa pressionadas por déficit e avanço do petróleo

As principais bolsas da Europa fecharam em queda nesta quarta-feira (7), refletindo um movimento de correção em relação aos ganhos recentes acumulados pelos mercados da região. A sessão foi fortemente pressionada por preocupações políticas e discussões em torno do déficit fiscal, com destaque especial para a situação da França.

Além da questão orçamentária europeia, os investidores mantiveram o monitoramento cerrado sobre a retomada na alta dos preços do petróleo. O movimento da commodity foi impulsionado pelas crescentes incertezas geopolíticas no Oriente Médio, alimentadas pelo agravamento da crise entre os rebeldes Houthis, do Iêmen, e a Arábia Saudita.

Nos principais centros financeiros do continente, os índices registraram perdas generalizadas nas cotações preliminares. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,79%, fechando aos 10.458,50 pontos. Em Frankfurt, o DAX apresentou baixa de 1,41%, a 25.091,34 pontos. Já em Paris, o índice CAC 40 caiu 1,22%, encerrando a 7.769,21 pontos, enquanto Milão teve o pior desempenho com o FTSE MIB em queda de 2,51%.

Os juros dos títulos públicos franceses permaneceram no centro das atenções do mercado financeiro em meio às negociações orçamentárias do país. O governo do presidente Emmanuel Macron tem insistido que adotará medidas para limitar o déficit público a 5% do Produto Interno Bruto (PIB), gerando intensos debates sobre a sustentabilidade fiscal.

No setor corporativo, o segmento bancário liderou as perdas com um recuo médio de 3,3%, puxado pelas instituições financeiras francesas. O Société Générale caiu 5,1% e o BNP Paribas cedeu 4,1%. Em Amsterdã, o ABN AMRO registrou baixa de 3,8% após o governo holandês anunciar planos de reduzir sua participação acionária no banco para 10,5%.

Apesar do cenário adverso e da alta nos preços de energia, dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) trouxeram ponderações sobre a inflação. Álvaro Santos Pereira, representante de Portugal, afirmou que os níveis atuais de inflação estão muito abaixo do choque energético de 2022. Por sua vez, Primoz Dolenc, da Eslovênia, destacou que a atual postura da política monetária dará margem para o BC reagir a eventuais choques.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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