O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta quarta-feira (7) uma proposta voltada para solucionar o problema do endividamento da população brasileira. Segundo o parlamentar, o plano prevê a aquisição de dívidas diretamente pelo governo federal e a suspensão temporária no pagamento das parcelas, adotando premissas semelhantes às do programa Desenrola, iniciativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante declaração à imprensa em Brasília após receber o apoio formal de partidos do centrão, Flávio destacou que, caso saia vitorioso no pleito marcado para o próximo dia 25, a gestão federal fará a compra dos débitos dos cidadãos inadimplentes. Posteriormente, esses valores serão refinanciados por meio da Caixa Econômica Federal, oferecendo prazos estendidos e taxas de juros reduzidas aos devedores.
O candidato do PL também detalhou que a iniciativa contemplará a reabertura de canais de crédito para a população. De acordo com ele, a medida permitirá que os cidadãos voltem a obter financiamentos caso tenham o desejo de investir em novos negócios ou abrir a própria empresa, fomentando a atividade econômica.
Entre as diretrizes anunciadas pelo senador está a concessão de um período de carência de seis meses para pessoas físicas, além de um ano para o segmento de pessoas jurídicas. Conforme explicou, os montantes devidos ficarão congelados, sem sofrer reajustes e sem exigência de pagamento de parcelas durante o prazo estipulado, o que, segundo sua avaliação, injetará recursos na economia de maneira sustentável.
A temática do endividamento das famílias, combinada com o patamar elevado da taxa de juros e a perda do poder de compra, constituiu um dos eixos centrais da campanha do candidato ao longo do primeiro turno das eleições de 2026. A proposta apresentada aproxima-se dos contornos do Desenrola 3.0, lançado pelo governo federal no final de setembro.
A versão mais recente do programa federal introduziu um mecanismo em que o próprio governo passa a adquirir as carteiras de dívidas inadimplentes, sejam de natureza bancária ou não bancária. O desenho atual do Desenrola destina recursos bilionários para absorver débitos de famílias com atrasos entre dois e quatro anos e meio, focando em valores originais limitados a R$ 10 mil.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
