O dólar comercial subiu 0,70% nesta quarta-feira (7) e fechou cotado a R$ 5,0105 no mercado brasileiro, em um pregão marcado pela redução de parte do otimismo registrado no início da semana com o primeiro turno das eleições. No câmbio turismo, a moeda norte-americana avançou 0,68% e terminou a sessão negociada a R$ 5,204.
Apesar da alta diária, a moeda estrangeira ainda acumula perdas expressivas no horizonte recente. O dólar comercial registra queda de 3,94% na semana, recuo de 3,17% no acumulado de outubro e baixa de 8,71% desde o início do ano, refletindo o comportamento anterior do mercado financeiro.
No mercado acionário, o Ibovespa caiu 0,74% e encerrou o dia aos 204.309 pontos, depois de operar em terreno positivo nos primeiros negócios do dia. Mesmo com a retração registrada nesta quarta-feira, o principal índice da B3 ainda acumula ganhos expressivos, com avanço de 7,13% na semana, 10,45% no mês e 27,73% no acumulado do ano.
No cenário doméstico, os investidores continuaram ajustando as posições após a forte valorização observada na última segunda-feira, que foi o primeiro pregão seguinte à votação do primeiro turno. A agenda econômica nacional também foi movimentada pela discussão de propostas trabalhistas e por leilões de exploração de petróleo e gás conduzidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Externamente, os mercados repercutiram a divulgação da ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. O documento detalhou a elevação de 0,25 ponto percentual na taxa de juros americana, fixando-a na faixa de 3,75% a 4% ao ano, o que ajudou os investidores a calibrarem as expectativas sobre os próximos passos da política monetária global.
No mercado de commodities energéticas, os preços do petróleo fecharam em baixa. O barril do tipo Brent caiu 0,4%, encerrando a US$ 100,20, enquanto o WTI recuou 1,3%, cotado a US$ 88,28. A decisão da Agência Internacional de Energia de acelerar a liberação de estoques exerceu pressão de baixa sobre as cotações, contrabalançando os riscos geopolíticos e climáticos à oferta.
Fonte: www.campograndenews.com.br
