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Empresa que arrematou o Vasco nasceu ligada à presidente do Palmeiras

Investigação da CBF aponta laços societários entre a empresa compradora do Vasco e familiares da presidente do Palmeiras, gerando suspeita de conflito de interesses.

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Empresa que arrematou o Vasco nasceu ligada à presidente do Palmeiras

A venda da SAF do Vasco da Gama para um grupo empresarial tem gerado intensos debates e investigações no cenário do futebol brasileiro. A estrutura societária da empresa compradora revela conexões diretas com figuras de destaque da diretoria do Palmeiras, levantando questionamentos sobre a transparência do negócio.

A holding Almirante, criada especificamente com o propósito de adquirir participações em clubes de futebol, encontra-se no centro de uma investigação conduzida pela Anresf, a agência de fair play financeiro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que apura um possível conflito de interesses.

No topo da cadeia societária inicial estavam a presidente do Palmeiras e seu marido, empresários à frente da Crefisa. Posteriormente, ocorreu uma transferência discreta de controle para o enteado e filho do casal, Marcos Lamacchia, que passou a comandar a Almirante.

A Crefisa já havia concedido empréstimos ao Vasco em um momento delicado em que o clube cruz-maltino atravessava um processo de recuperação judicial e buscava um novo investidor no mercado. À época em que a negociação veio a público, no final de 2025, a versão oficial sustentava que a empresa pertencia exclusivamente a Marcos e utilizava recursos próprios.

No entanto, desdobramentos recentes trouxeram novos elementos ao caso. Uma correspondência enviada pela própria Almirante e anexada ao processo de recuperação judicial vascaíno revelou tratativas que se estendiam por mais de dois anos, intervalo que engloba um período superior a doze meses em que Marcos ainda não mantinha vínculo societário com a referida holding.

O grande imbróglio reside no fato esportivo e institucional: Vasco e Palmeiras disputam a mesma divisão no Campeonato Brasileiro e cruzam caminhos em fases decisivas, como as semifinais da Copa do Brasil. Diante desse cenário, a agência de fair play financeiro adotou medidas cautelares, proibindo transações comerciais diretas entre as duas instituições e bloqueando novos aportes financeiros da Crefisa no clube carioca.

Fonte: noticias.uol.com.br

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