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Centrão aposta em vitória de Flavio Bolsonaro para liberar bets após segundo turno

Integrantes do centrão articulam no Congresso Nacional alterações na medida provisória que baniu as apostas, buscando um meio-termo após o segundo turno.

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Centrão aposta em vitória de Flavio Bolsonaro para liberar bets após segundo turno

Integrantes do centrão no Congresso Nacional preparam uma ofensiva para modificar a medida provisória (MP) editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que baniu as bets no país. A estratégia do grupo é aguardar o desfecho do segundo turno das eleições para modular a proposta e encontrar uma alternativa à proibição total estabelecida pelo governo.

Entre as principais ideias debatidas pelos parlamentares está a manutenção do veto aos cassinos online, porém com a liberação das apostas voltadas a eventos esportivos. O movimento ganhou tração diante da perspectiva de uma possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, uma vez que o candidato tem sinalizado abertura para autorizar o mercado de apostas ligadas ao esporte.

A articulação legislativa é impulsionada por deputados e senadores que mantêm proximidade com o setor de apostas, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e clubes esportivos. O grupo avalia que a postergação da discussão para o período posterior à votação ajuda a arrefecer a pressão social sobre o tema, facilitando os entendimentos políticos necessários.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), prorrogou o prazo para apresentação de emendas à medida provisória, distanciando o debate do auge da campanha eleitoral. A comissão especial responsável por analisar o texto tem previsão de instalação para o mês de novembro, enquanto a validade da MP e os prazos processuais podem estender a votação até o início de 2027.

Representantes do setor e parlamentares aliados intensificaram os contatos com lideranças políticas para defender a flexibilização das regras. O deputado Júlio Arcoverde (PP-PI) apresentou emenda para separar o tratamento dado às apostas esportivas e aos cassinos virtuais, argumentando que a decisão anterior do Executivo foi precipitada e impacta as contas do futebol e de festas culturais regionais.

Por outro lado, integrantes do governo ponderam que uma eventual reversão da medida após a eleição poderia ser interpretada como estelionato eleitoral, visto que o veto foi utilizado como instrumento de campanha. Enquanto isso, o mercado de apostas adverte que a restrição restrita apenas às apostas esportivas pode comprometer grande parte da arrecadação de tributos e dos patrocínios obtidos nos últimos anos.

Fonte: c-level.folha.uol.com.br

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