
A aldeia Panambizinho, situada em Dourados, sedia a quinta edição do Festival de Música Indígena a partir desta quinta-feira (15). O evento prioriza a valorização das culturas originárias, a transmissão de saberes tradicionais e o protagonismo indígena por meio de oficinas, rodas de conversa e apresentações culturais.
Um dos pontos centrais da programação acontece na sexta-feira (16), às 13h30, com a inauguração oficial da Casa de Reza Ongusu, também chamada de óga pysy. O espaço sagrado é dedicado à espiritualidade, encontros e repasse de conhecimentos entre gerações, contando com a condução de lideranças espirituais e dos mais velhos, sob a recepção dos anfitriões Ñanderu Nivaldo e Nhandesi Feneida.
Programação e contexto de segurança
As atividades começam na quinta-feira (15) com oficinas de artesanato, práticas Kaiowá, grafismo e construção com taquara, coordenadas por Cris Lossate Kaiowá, além da peça teatral Luma e a Estrela Mágica. Na sexta-feira (16), ocorre um plantio coletivo às 8h, antecedendo a abertura da casa de reza.
A inauguração do espaço ocorre em um cenário marcado por episódios de intolerância religiosa no Mato Grosso do Sul, incluindo destruições de casas de reza por incêndios em Caarapó e Japorã em 2024, e outro caso investigado pela Polícia Federal na Reserva Indígena de Dourados em agosto de 2025.
Debates e encerramento
No sábado (17), a programação inclui rodas de conversa sobre o Protocolo de Consulta com Comunidades Indígenas e inventários culturais com o professor Sebastian (FAIND/UFGD), pesquisadores e representantes do Iphan. À noite, o Espaço Cultural Tembólo abriga a Noite Cultural com apresentações de Rozelaine Souza Guarani e do DJ Jhones.
O festival é viabilizado por recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura (MinC), com execução da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e apoio de diversas instituições acadêmicas e governamentais.
