
O Centro-Oeste contabilizou 128 mil crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil no ano de 2025. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base na PNAD Contínua.
Apesar da queda de 20,5% em comparação com os números de 2022, a região apresentou o menor avanço histórico na redução do problema no país. Na série iniciada em 2016, quando o contingente era de 143 mil — subindo para 161 mil em 2022 antes de recuar —, a diminuição acumulada foi de 10,5%, taxa inferior à registrada nas demais regiões brasileiras.
Panorama proporcional e idade
Em 2025, o trabalho infantil atingiu 4% da população de 5 a 17 anos no Centro-Oeste, igualando-se à média nacional. O impacto é expressivamente maior entre os mais velhos: a proporção chega a 15,1% na faixa de 16 e 17 anos, enquanto recua para 0,8% entre crianças de 5 a 13 anos.
No cenário nacional, o país alcançou o menor patamar da série histórica ao registrar 1,499 milhão de pessoas nessa condição em 2025, uma queda de 9,2% ante os dados de 2024. A pesquisa do IBGE avalia critérios como faixa etária, jornada, frequência escolar, informalidade, atividades perigosas e o perfil demográfico dos trabalhadores.
