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Temporais e falta de energia desafiam o abastecimento de água em Campo Grande

Concessionária registrou milhares de chamados após tempestade, enquanto especialistas apontam a necessidade de planejamento e prevenção para garantir a continuidade do serviço.

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Temporais e falta de energia desafiam o abastecimento de água em Campo Grande

As fortes chuvas e os temporais registrados em Campo Grande evidenciam os desafios enfrentados para manter a regularidade no fornecimento de água à população. O impacto direto na rede elétrica compromete o bombeamento e o tratamento, resultando em torneiras secas em diferentes bairros da Capital.

Impacto dos temporais e recuperação do serviço

Após o temporal do dia 10 de setembro, a interrupção no fornecimento de energia elétrica afetou o funcionamento dos sistemas de captação e distribuição. A concessionária Águas Guariroba registrou 3.808 ordens de serviço em um período de três dias, abrangendo ocorrências como hidrômetros danificados e rompimentos de adutoras.

Entre as regiões afetadas estiveram bairros como Novos Estados, Vila Nasser, São Conrado, Chácara dos Poderes, Rita Vieira, Jardim Veraneio, Cidade Jardim e Estrela Dalva, além do distrito de Anhanduí. Segundo a gerente de Operações da empresa, Luciara Helena Peruzzi, a normalização completa do sistema ocorreu no domingo (13), após o trabalho de 114 equipes e o uso de geradores a diesel.

Tratamento e mananciais sob influência da chuva

Especialistas explicam que o escoamento superficial provocado pelas chuvas intensas transporta sedimentos, solo e resíduos para os córregos e reservatórios. Na captação do Córrego Lageado, por exemplo, a presença de areia e materiais orgânicos exige ajustes nos processos de tratamento, como maior dosagem de produtos químicos e monitoramento constante da turbidez.

Para o professor da UFMS Peter Batista Cheung, a gestão de crises exige planos de contingência estruturados, simulações computacionais e articulação com órgãos públicos. A diversidade de fontes de captação, que inclui estações de tratamento, poços e reservatórios, é apontada como um fator de flexibilidade para o abastecimento na cidade.

Escrito por

Jeder Fabiano