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Campanhas eleitorais em Mato Grosso do Sul registram mais de R$ 115 milhões em despesas

Dados do TRE-MS apontam que montante foi declarado por candidatos que entregaram prestações de contas no prazo, enquanto 13 concorrentes ficaram inadimplentes.

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Campanhas eleitorais em Mato Grosso do Sul registram mais de R$ 115 milhões em despesas

As despesas das campanhas eleitorais em Mato Grosso do Sul ultrapassaram R$ 115 milhões, segundo levantamento divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). O volume de gastos declarado pelos concorrentes que entregaram a prestação de contas dentro do prazo chegou a aproximadamente R$ 115,5 milhões.

Os dados foram repassados pela assessora da unidade de contas da Secretaria Judiciária do TRE-MS, Viviane Horst, com informações extraídas do Sistema de Prestação de Contas Eleitorais e do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O órgão destacou que o valor final ainda poderá sofrer alterações após a análise definitiva da Justiça Eleitoral.

Prazo e inadimplência

Do total de 395 candidatos que tinham a obrigação de prestar contas, 382 cumpriram a exigência até a terça-feira, o equivalente a 96,71%. Deixaram de entregar a documentação no prazo 13 concorrentes, o que representa 3,29% do total.

O grupo de inadimplentes é formado por 11 candidatos a deputado estadual, uma candidata a deputada federal e um candidato ao governo estadual. O TRE-MS confirmou, por outro lado, que todos os candidatos eleitos apresentaram os documentos dentro do período legal.

Financiamento e gastos dos eleitos

Uma parcela expressiva dos recursos utilizados nas disputas veio dos cofres públicos, por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário. As análises indicam que grande parte da arrecadação total teve origem nessas duas fontes públicas, enquanto o restante veio de doações de pessoas físicas, recursos próprios e repasses partidários.

Entre os eleitos, o governador Eduardo Riedel (PP) registrou despesas de aproximadamente R$ 6,17 milhões. O senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) declarou cerca de R$ 3,47 milhões em gastos, e Capitão Contar (PL), também eleito para o Senado, somou aproximadamente R$ 2,14 milhões.

Escrito por

Jeder Fabiano