Desistência de Nelsinho Trad ao Senado altera cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul

O cenário político de Mato Grosso do Sul passa por uma reconfiguração estratégica com a expectativa de que o senador Nelsinho Trad (PSD) desista de buscar a reeleição. A movimentação, que deve ser oficializada na convenção do partido, aponta para a ocupação da primeira suplência na chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) ao Senado Federal.
Reorganização das forças políticas
A decisão ocorre em um momento de isolamento político do senador dentro do grupo alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A entrada do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) na disputa, com respaldo da direção nacional do PL e do senador Flávio Bolsonaro, reduziu o espaço do PSD na aliança conservadora, levando Nelsinho a buscar uma alternativa estratégica.
Ao se integrar à chapa de Reinaldo Azambuja, o parlamentar mantém sua posição no principal grupo político estadual. Interlocutores indicam que o acordo também contempla um projeto de longo prazo, com a possibilidade de Nelsinho migrar para o PL visando a disputa pela Prefeitura de Campo Grande nas eleições municipais de 2028.
Impacto na disputa de 2026
A aliança, que reúne siglas como PL, PP, Republicanos, União Brasil, MDB e Avante, busca concentrar forças para as vagas ao Senado e para o Governo do Estado. Com a saída de Nelsinho da corrida direta, a disputa tende a se polarizar entre os nomes remanescentes, que incluem, além de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, Vander Loubet (PT), Soraya Thronicke (PSB), Roberto Oshiro (DC), Beto do Movimento (PSOL) e Daniel Júnior (Agir).
O movimento reforça a importância das articulações de bastidores na política sul-mato-grossense. Caso a composição seja confirmada, o bloco liderado por Reinaldo Azambuja se consolida como um dos principais protagonistas do pleito, forçando a oposição a revisar suas estratégias para o próximo ciclo eleitoral.
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