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Justiça nega liberdade a influencer que postou vídeo chutando filhote em MS

Maria Gabriela Servantes Pereira, de 30 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia em Aquidauana.

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Justiça nega liberdade a influencer que postou vídeo chutando filhote em MS

A Justiça negou a liberdade provisória a Maria Gabriela Servantes Pereira, de 30 anos, que foi presa em flagrante após publicar um vídeo nas redes sociais agredindo um filhote de cachorro. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no fim da tarde da última quinta-feira (10), em Aquidauana, município localizado a 141 quilômetros de Campo Grande.

A prisão de Maria Gabriela ocorreu na quarta-feira (9), depois que as imagens divulgadas por ela mesma no TikTok mostraram a cadelinha sendo arremessada ao chão e atingida por chutes. Durante a gravação da agressão, a mulher ainda desafiava as autoridades ao repetir a frase “chama o delegado pra pagar seu veterinário”.

O conteúdo viralizou rapidamente e gerou uma onda de indignação, resultando em diversas denúncias. Diante da repercussão, a Polícia Civil mobilizou equipes para localizar a suspeita e resgatar o animal. A ação contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Anastácio, culminando na prisão em flagrante da moradora em sua residência.

A defesa da acusada havia solicitado a liberdade provisória, mas o pedido foi rejeitado pelo juiz responsável pelo caso. Na fundamentação da decisão, o magistrado pontuou que o crime de maus-tratos praticado contra animais possui pena máxima superior a quatro anos, requisito legal que autoriza a decretação da prisão preventiva para garantir a ordem pública e a aplicação da lei.

Em vídeo enviado à imprensa, a delegada Tatiana Zyngier e Silva, de Anastácio, celebrou a decisão judicial e destacou a importância da medida. Para a autoridade policial, a manutenção da prisão representa um avanço expressivo na conscientização pública de que a vida dos animais deve ser respeitada e protegida da mesma forma que qualquer outra.

O filhote agredido, uma cadelinha de aproximadamente 50 dias de vida, foi resgatado com segurança e acolhido provisoriamente pela própria delegada Tatiana. O animal foi batizado com o nome de Esther e já foi integrado ao ambiente doméstico, convivendo com outros três cães da policial, que pretende formalizar a adoção definitiva em breve.

Por sua vez, a defesa de Maria Gabriela alegou que a suspeita enfrenta um quadro de profunda vulnerabilidade psiquiátrica. O advogado constituído afirmou que a cliente é diagnosticada com transtorno de personalidade borderline e episódios de depressão grave, fazendo acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps II) de Aquidauana.

Diante do histórico médico apresentado, o juiz determinou que a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) garanta o atendimento adequado e a administração da medicação necessária para o tratamento da detenta durante o período em que permanecer sob custódia do Estado.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano