As fortes precipitações que atingem o estado de São Paulo têm causado transtornos significativos, deixando vítimas fatais, desaparecidos e colocando o Rio Tietê sob alerta de transbordamento. O volume de chuva acumulado apenas no mês de setembro já ultrapassou o dobro da média histórica esperada para todo o período, acendendo o sinal vermelho nas autoridades de Defesa Civil.
Na capital paulista, um desabamento de um prédio em construção na zona leste resultou em mortes e deixou pessoas desaparecidas. Contudo, a Defesa Civil ressaltou que, preliminarmente, esta ocorrência específica ainda não possui relação direta confirmada com os temporais recentes.
O índice pluviométrico superou a marca de 80 milímetros em diversas localidades nas últimas 24 horas. Entre os municípios mais afetados destacam-se Cotia, com registro de 85 mm, Santo André (83 mm), Santana de Parnaíba (81 mm) e a própria cidade de São Paulo, que também contabilizou 81 mm de chuva acumulada.
Os impactos da tempestade estenderam-se para a infraestrutura de transporte. A Rodovia Régis Bittencourt precisou ser totalmente interditada na altura do quilômetro 286 em decorrência de um grave alagamento. Além disso, a Defesa Civil catalogou quedas de árvores em diferentes cidades do interior, a exemplo de Jaú, Campinas, Pederneiras e Bauru.
Diante do cenário crítico, um Gabinete de Crise foi instalado no Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). A força-tarefa reúne diversos órgãos públicos para coordenar as respostas aos estragos, prestar socorro à população afetada e realizar o monitoramento contínuo das áreas consideradas de risco na região metropolitana.
Apesar da elevação nos volumes e dos transtornos generalizados, o sistema Alto Tietê — do qual o rio Tietê faz parte — permanece operando dentro da normalidade. Dados fornecidos pelo monitoramento Nível Água São Paulo indicam que o manancial opera atualmente com 44,92% de sua capacidade total, embora a atenção permaneça redobrada devido à previsão de instabilidade.
Fonte: noticias.uol.com.br
