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Datafolha: Aliados de Lula e de Flávio Bolsonaro apontam estabilidade na disputa apesar de crise no STF

A mais recente pesquisa Datafolha e os desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal geram diferentes reações e expectativas entre os aliados dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

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Datafolha: Aliados de Lula e de Flávio Bolsonaro apontam estabilidade na disputa apesar de crise no STF

A mais recente pesquisa do instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (11), aponta um cenário de estabilidade na corrida presidencial, mesmo diante da intensa crise instalada no Supremo Tribunal Federal (STF) e da revelação de novos documentos do caso Master. O levantamento indica o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 35%. Na simulação de segundo turno, ambos aparecem tecnicamente empatados com 46% e 44%, respectivamente.

Diante dos números, interlocutores de ambas as campanhas avaliaram que o impacto completo dos recentes atritos na mais alta Corte do país e da quebra de sigilo de investigações ainda não foi totalmente absorvido pelo eleitorado. Entre os bolsonaristas, o clima é de otimismo moderado com a trajetória de crescimento do senador no primeiro turno, apostando que o desgaste institucional do STF acabará por respingar negativamente na imagem da candidatura petista.

Por outro lado, o núcleo político que apoia o presidente Lula enxerga no avanço das apurações judiciais uma oportunidade de enfraquecer o principal adversário. Petistas passaram a cobrar explicações públicas e detalhadas sobre os repasses financeiros ligados ao filme ‘Dark Horse’, apontando que o envolvimento direto de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro constitui um ponto vulnerável na estratégia de campanha do parlamentar do PL.

A decisão do ministro André Mendonça de retirar o sigilo de grande parte das investigações dividiu opiniões entre os aliados do governo. Enquanto alguns setores do PT criticam a condução do processo e temem que a abertura formal de um inquérito sem operações de busca e apreensão possa ser usada eleitoralmente pelo oponente, outros avaliam que a publicidade dos fatos desmascara o discurso de transparência adotado pela oposição.

Enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro minimiza o peso político do inquérito e classifica o episódio como um assunto requentado utilizado como cortina de fumaça, parlamentares governistas intensificaram as cobranças por esclarecimentos sobre o paradeiro dos recursos. O ministro Guilherme Boulos e o líder governista José Guimarães usaram as redes sociais para questionar os gastos da produção cinematográfica e exigir maior rigor na prestação de contas dos valores recebidos.

Apesar das divergências estratégicas e da troca de acusações entre os principais concorrentes ao Palácio do Planalto, analistas e coordenadores de campanha ponderam que os próximos dias serão cruciais para medir a real repercussão dos desdobramentos jurídicos sobre a preferência dos eleitores. Com o acirramento da disputa na reta final, a expectativa geral é de que novos fatos e o movimento de voto útil passem a ditar o ritmo da corrida eleitoral nos estados.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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