O dólar comercial encerrou a semana com queda de 0,10%, registrando oscilações ao longo dos últimos dias e terminando cotado a R$ 5,1250 nesta sexta-feira (11). Investidores do mercado financeiro acompanharam atentamente a divulgação de novos dados de inflação tanto no cenário nacional quanto nos Estados Unidos, além da expressiva queda nos preços internacionais do petróleo.
Apesar de ter subido 0,44% na última sessão da semana, a moeda norte-americana acumulou recuo de 1,06% no decorrer do mês de setembro e de 6,63% no acumulado de todo o ano. O comportamento do câmbio refletiu a cautela dos agentes econômicos diante de indicadores macroeconômicos relevantes.
No mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 0,56% nesta sexta-feira, estacionando aos 187.207 pontos. Apesar do recuo diário, o principal índice da bolsa brasileira encerrou a semana com avanço acumulado de 1,11%, sustentando alta de 5,12% no mês e de 16,19% desde o início de janeiro.
No setor de commodities, o petróleo devolveu parte importante da forte alta observada nos dias anteriores. O barril do Brent despencou 3,18%, fechando cotado a US$ 104,21, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) registrou baixa de 2,94%, cotado a US$ 99,47. O movimento foi impulsionado por uma onda de realização de lucros, embora as tensões contínuas no Oriente Médio sigam mantendo o alerta sobre a estabilidade da oferta global.
No âmbito interno, o destaque econômico ficou por conta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que registrou deflação de 0,32% no mês de agosto, configurando a maior queda registrada nos últimos quatro anos. Esse resultado veio para reforçar as expectativas do mercado financeiro em relação a um novo corte na taxa básica de juros durante a próxima reunião do Copom.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor apresentou avanço de 0,4% em agosto, acumulando alta de 3,4% no período de 12 meses. O indicador, aliado ao comportamento da inflação ao produtor, manteve firme no radar a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed) decida por um novo aumento nos juros americanos na próxima semana.
Fonte: www.campograndenews.com.br
