O cantor Criolo subiu ao Palco Sunset do Rock in Rio neste sábado (12) para uma apresentação que mesclou rap, samba, MPB, frevo e sonoridades africanas. O espetáculo destacou o profundo encontro entre a música brasileira e a cabo-verdiana, celebrando a ancestralidade e as referências ligadas à diáspora africana.
Acompanhado por uma banda composta por trompete, sopros, contrabaixo, bateria e o piano do pernambucano Amaro Freitas, o artista dividiu o palco com o luso-cabo-verdiano Dino d’Santiago. Apesar de a área mais próxima ao palco apresentar um público um pouco mais esvaziado e disperso, a atmosfera musical proposta pelo trio contagiou os presentes.
O repertório inicial contou com canções como “Você Não Me Quis”, “My Lover” e “Ela É Foda”, introduzindo o público ao funaná, ritmo tradicional e festivo de Cabo Verde guiado pelo som marcante dos atabaques. Em seguida, a apresentação ganhou um tom mais contemplativo com a execução de “Pérola Negra” e uma interpretação de “Oceano”, de Djavan, cantada em coro pelos fãs.
Conhecido por suas fortes críticas sociais e posicionamentos políticos, Criolo também incluiu no setlist a música “Amazônia”. O encerramento do show ficou por conta da canção “Anoitecer”, acompanhada de projeções no telão que anunciavam a homenagem prestada a Milton Nascimento e a Cabo Verde.
O ponto alto emocional para muitos fãs ocorreu quando o cantor entoou o clássico “Não Existe Amor em SP”, momento em que o público levantou os braços e cantou junto. Enquanto isso, Dino d’Santiago aproveitava as pausas entre as músicas para desenhar expressões faciais em uma lousa branca.
Esta não é a primeira passagem de Criolo pelo festival carioca, tendo marcado presença em edições anteriores, como em 2019 ao lado de Liniker e em 2022 com um show solo no próprio Palco Sunset. A apresentação atual reforça a versatilidade artística do cantor, cujas origens no rap continuam dialogando com influências do samba-rock, do afrobeat e de ritmos internacionais.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
