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Estudo aponta três medicamentos que podem estar sendo usados em excesso por idosos

Especialistas alertam que benzodiazepínicos, antibióticos para diverticulite e aspirina continuam sendo prescritos ou consumidos em excesso por pacientes idosos, apesar de diretrizes contrárias.

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Estudo aponta três medicamentos que podem estar sendo usados em excesso por idosos

Especialistas da área médica apontam que o uso excessivo de determinados medicamentos entre a população idosa permanece como um desafio persistente na medicina moderna. O ciclo habitual envolve pesquisas científicas que demonstram a baixa eficácia ou os riscos elevados de certos fármacos nessa faixa etária, o que posteriormente resulta em novas diretrizes de associações médicas e alertas regulatórios.

Contudo, análises de dados recentes revelam que a redução no consumo desses produtos muitas vezes ocorre de forma lenta ou estagnada. Médicos e pesquisadores destacam que a inércia profissional e a criação de hábitos de prescrição dificultam a interrupção do uso, transformando alguns tratamentos em práticas difíceis de reverter.

O primeiro grupo em destaque é o dos benzodiazepínicos e medicamentos similares para insônia e ansiedade, como zolpidem. Embora o uso geral entre pessoas com mais de 65 anos tenha apresentado queda entre 2015 e 2024, as taxas voltaram a estagnar ou até subiram em faixas etárias mais avançadas, como em maiores de 75 anos, elevando o risco de quedas, fraturas e dependência química.

Outro ponto crítico levantado por pesquisadores refere-se à prescrição excessiva de antibióticos para casos não complicados de diverticulite. Apesar de diretrizes estabelecidas desde 2015 recomendarem abordagens mais simples, como analgésicos e dietas líquidas, estudos recentes demonstraram que a taxa de prescrição de antibióticos nesses quadros permaneceu próxima de 97% em análises hospitalares.

O terceiro item avaliado é a aspirina, amplamente consumida sem receita por idosos na tentativa de prevenir problemas cardiovasculares. Enquanto o uso é recomendado para pacientes que já sofreram eventos cardíacos, entidades médicas desaconselham a prática para a prevenção primária em idosos, devido ao aumento significativo dos riscos de sangramentos gastrointestinais e hemorragias cerebrais.

Diante desse cenário, especialistas reforçam que os pacientes não devem interromper tratamentos de forma abrupta por conta própria. A recomendação é que idosos conversem com seus médicos de atenção primária para reavaliar a necessidade contínua desses fármacos e buscar alternativas terapêuticas mais seguras para a saúde na terceira idade.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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