Ataques aéreos conduzidos pelas forças russas em várias regiões da Ucrânia resultaram na morte de nove pessoas e deixaram dezenas de feridos neste sábado (12). Os bombardeios também causaram danos significativos a edifícios residenciais e a infraestruturas essenciais em todo o território ucraniano, conforme relataram as autoridades locais.
O volume de civis mortos tem apresentado alta nos últimos dois meses, impulsionado pela intensificação das ofensivas russas direcionadas a usinas de energia e outras estruturas estratégicas. Em resposta, a Ucrânia também tem direcionado ações contra armazéns e instalações energéticas em áreas distantes da Rússia, resultando em ataques mútuos a embarcações.
Na cidade de Kramatorsk, situada na linha de frente e alvo de tentativas constantes de captura por parte de Moscou, a Câmara Municipal informou que três pessoas foram mortas após ataques a carros particulares ao longo de um intervalo de 90 minutos. Outras quatro pessoas ficaram feridas na ocasião, com autoridades reforçando que os alvos atingidos eram veículos civis comuns.
Na região de Jitomír, a oeste de Kiev, o governador Vitalii Bunechko relatou que um ataque contra um mercado na cidade de Zviahel vitimou fatalmente duas pessoas. Postos de gasolina e uma empresa com investimento estrangeiro também foram alvejados na mesma localidade.
O presidente Volodimir Zelenski já havia reportado investidas contra Zaporíjia e Krivii Rih. O governador regional de Zaporíjia, Ivan Fedorov, confirmou duas mortes e 11 feridos, enquanto em Krivii Rih o chefe da administração militar, Oleksandr Vilkul, confirmou outros dois óbitos decorrentes de ataques noturnos com drones e mísseis.
Em contrapartida, o Ministério da Defesa da Rússia declarou ter atingido complexos industriais e siderúrgicos na Ucrânia, além de relatar ataques contra portos e embarcações no mar Negro. As Forças Armadas ucranianas, por sua vez, assumiram autoria em um ataque contra uma fábrica de borracha sintética na cidade russa de Togliatti, apontada como fornecedora de aditivos para combustíveis de mísseis russos.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
