Últimas notícias
BRASIL

Defesa diz que presidente da Santa Casa está “indignada” e contesta prisão

Alir Terra Lima e outras cinco pessoas foram presas durante a Operação Antidotum, que investiga suspeitas de fraudes e desvios de pelo menos R$ 4,9 milhões em contratos ligados ao hospital.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Defesa diz que presidente da Santa Casa está “indignada” e contesta prisão

A presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, passou por audiência de custódia neste sábado (12), um dia após ser alvo de uma prisão preventiva durante a Operação Antidotum. A ação policial investiga suspeitas de fraudes e desvios de pelo menos R$ 4,9 milhões em contratos firmados com o maior hospital de Mato Grosso do Sul.

O advogado Murilo Marques, que representa Alir Terra, informou que a defesa teve acesso aos autos do processo apenas na noite de sexta-feira (11). Com o material em mãos, a equipe jurídica estuda o caso para apresentar os devidos esclarecimentos e pretende pedir a revogação da prisão preventiva.

Segundo o defensor, a cliente manifestou forte indignação com a medida restritiva, negando o cometimento de qualquer ilicitude, embora esteja mantendo a serenidade diante da situação. A intenção da defesa é demonstrar ao Poder Judiciário que não existem fundamentos legais que justifiquem a manutenção da prisão preventiva.

Alir Terra, que atua como advogada e cumpre seu segundo mandato à frente da presidência da Santa Casa, foi encaminhada para uma cela especial localizada no Presídio Militar. Além dela, outras cinco pessoas também foram presas na mesma operação policial deflagrada na última sexta-feira.

A Operação Antidotum foi conduzida pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), contando com o apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão distribuídos entre as cidades de Campo Grande, Dourados e Goiânia.

As investigações apontam fraudes e desvios de recursos financeiros em um contrato firmado pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande voltado à prestação de serviços de digitalização de prontuários. Os registros apontam que ocorreram pagamentos de valores elevados sem que houvesse a devida contraprestação dos serviços contratados.

O acordo original previa o repasse de R$ 1,8 milhão por ano, com vigência total de três anos, somando R$ 5,4 milhões. Somente no primeiro ano de vigência, os investigadores apontam um desvio de recursos da ordem de R$ 1,4 milhão. Curiosamente, um dos contratos investigados consta na página de transparência da instituição como sendo 100% cumprido.

Em nota oficial emitida pela instituição, a administração da Santa Casa declarou que está prestando total colaboração às autoridades competentes e permanece à disposição para fornecer novas informações. O hospital informou ainda que aguardava a liberação do acesso aos autos para compreender com precisão o teor das acusações formuladas contra os dirigentes.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano