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Fachin dá 24 horas para PF informar sobre custódia e estado de celular de Vorcaro

Presidente do STF, ministro Edson Fachin determinou que a Polícia Federal preste informações em até 24 horas sobre a custódia e o estado do celular apreendido de Daniel Vorcaro.

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Fachin dá 24 horas para PF informar sobre custódia e estado de celular de Vorcaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou que a Polícia Federal (PF) apresente, no prazo de até 24 horas, esclarecimentos detalhados sobre a custódia e o estado atual do telefone celular de Daniel Vorcaro. O aparelho havia sido apreendido no ano de 2025 durante as investigações conduzidas no âmbito do caso envolvendo o Banco Master.

A decisão foi assinada neste sábado (12) por Fachin logo após o ministro André Mendonça manifestar o entendimento de que a eventual liberação imediata dos dados contidos no dispositivo móvel poderia prejudicar o andamento das apurações em curso sobre o ex-banqueiro.

O despacho de Fachin ocorre em um cenário de intensa pressão exercida por outros integrantes da corte, a exemplo dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. O grupo defende o acesso integral às mídias extraídas do aparelho e sustenta que a divulgação dos documentos relativos às investigações do Master não pode ocorrer de forma seletiva.

De acordo com a determinação oficial, a ordem exige que a instituição policial informe sobre a guarda do material e suas condições físicas, sem que haja, contudo, a obrigatoriedade imediata de repasse dos dados que foram extraídos do dispositivo.

A controvérsia ganhou tração após manifestações contrárias entre os magistrados. Enquanto Mendonça argumentou que o fim do sigilo violaria o dever investigatório do Estado, Zanin rebateu afirmando que cada julgador necessita dos elementos para a formação de sua convicção, ponderando que um veto causaria severas dificuldades para o julgamento agendado no plenário do STF.

O julgamento em questão poderá resultar na abertura de uma investigação formal contra Alexandre de Moraes ou na anulação do documento que expõe os diálogos entre o ministro e o ex-banqueiro, conforme solicitação formal apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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