O diabetes é amplamente conhecido por provocar alterações nos vasos sanguíneos, gerando problemas de circulação no organismo. No entanto, o que muitas pessoas desconhecem é que, quando essa condição atinge especificamente a retina, pode desencadear complicações oculares graves e até a cegueira, caso o diagnóstico e o tratamento não sejam realizados de forma precoce.
Apesar de não ser amplamente compreendida pela população geral, a retinopatia diabética figura entre as complicações mais frequentes ligadas ao diabetes. Por essa razão, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) recomenda que, além do monitoramento rigoroso da glicemia, os pacientes diabéticos passem por avaliações oftalmologistas periódicas, idealmente uma vez ao ano.
De acordo com a presidente do CBO, Maria Auxiliadora Frazão, a enfermidade ataca diretamente os vasos sanguíneos do corpo, incluindo aqueles presentes na retina. Dessa forma, o controle adequado da doença sistêmica torna-se um fator determinante para a preservação da saúde dos olhos, conforme pontuado pela especialista durante evento em Salvador.
O endocrinologista e coordenador do departamento de Saúde Ocular da Sociedade Brasileira de Diabetes, Fernando Malerbi, reforça que o diabetes é uma condição crônica generalizada. Contudo, ele destaca que a retina sobressai como um dos tecidos mais sensíveis a esse tipo de alteração vascular e neural decorrente da doença.
Apesar do temor associado à perda da visão, Malerbi esclarece que o risco de cegueira não se aplica a todos os portadores de diabetes, mas sim àqueles cujos quadros permanecem descontrolados. O diagnóstico tardio ou a falta de acompanhamento médico adequado são os principais gatilhos para o surgimento de danos severos à capacidade visual dos pacientes.
O principal método para identificar o problema é o exame de fundo de olho, que demanda a dilatação pupilar. Especialistas ressaltam que, nas fases iniciais, os prejuízos causados na estrutura vascular e neural da retina podem ser revertidos com o tratamento correto, garantindo qualidade de vida e prevenindo complicações futuras.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
