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Físico brasileiro demonstra a viabilidade da famosa ‘Manobra Picard’ de ‘Jornada nas Estrelas’

Estudo de pesquisador brasileiro aceito pelo American Journal of Physics aponta que a famosa estratégia de fuga vista na clássica série de ficção científica poderia funcionar na prática.

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Físico brasileiro demonstra a viabilidade da famosa ‘Manobra Picard’ de ‘Jornada nas Estrelas’

Um físico brasileiro analisou matematicamente uma das manobras de voo espacial mais emblemáticas da franquia de ficção científica “Jornada nas Estrelas”, que recentemente celebrou seus 60 anos de existência. O estudo demonstrou que a estratégia tática conhecida como Manobra Picard tem respaldo na física teórica e funcionaria de fato.

A manobra ficou famosa em um dos primeiros episódios de “Jornada nas Estrelas: A Nova Geração”, série protagonizada por Patrick Stewart no papel do capitão Jean-Luc Picard. Na história do episódio intitulado “A Batalha”, o comandante utiliza o recurso para despistar uma nave adversária, criando o efeito visual de que sua embarcação estaria em dois locais distintos simultaneamente.

De acordo com a narrativa fictícia, o truque apoia-se na tecnologia de dobra espacial, permitindo deslocamentos superiores à velocidade da luz. Ao ordenar um pulso breve de dobra, a nave supera os próprios raios luminosos emitidos antes do salto, fazendo com que a luz chegue mais rapidamente a partir da nova posição e gere a ilusão de duplicação para os observadores inimigos.

O autor da pesquisa é o físico Nickolas de Aguiar Alves, estudante de doutorado pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e atualmente pesquisador na Escola Normal Superior, na Itália. Alves teve o primeiro contato com o episódio clássico em 2021 e passou a investigar se o conceito poderia ser analisado sob uma perspectiva científica rigorosa.

O insight definitivo ocorreu quando Alves estudava o comportamento de partículas em meios materiais onde objetos podem, sob certas circunstâncias, superar a velocidade da luz naquele meio específico. Ao elaborar os diagramas teóricos, percebeu semelhanças com a cena que assistira anos antes e decidiu redigir um artigo de cunho pedagógico para detalhar o fenômeno físico.

O trabalho acadêmico foi aceito para publicação no American Journal of Physics. A pesquisa aponta que a manobra seria verídica, mas traria uma pequena variação em relação ao programa: além da duplicidade de imagens da nave, haveria uma terceira projeção visual decorrente da própria aceleração do veículo espacial.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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