O mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira sob forte influência da aversão ao risco no cenário internacional e de incertezas no âmbito doméstico. O dólar comercial registrou alta e aproximou-se da faixa de R$ 5,15, enquanto o principal índice da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, fechou o pregão com perdas próximas a 1%.
Durante a manhã, a moeda norte-americana chegou a avançar mais de 1%, alcançando uma cotação máxima de R$ 5,183 antes das 11h. O movimento foi impulsionado pela valorização global do dólar e pela busca dos investidores por ativos de maior segurança, em decorrência da alta do petróleo e de tensões geopolíticas no exterior.
A pressão sobre a divisa estrangeira diminuiu no período da tarde, atingindo a mínima de R$ 5,1414, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito de possíveis tratativas com o Irã, o que atenuou temores sobre o fornecimento global de petróleo. No encerramento, a moeda ficou cotada a R$ 5,149, alta de 0,49%.
No cenário interno, o mercado monitorou de perto a repercussão de pesquisas eleitorais e os desdobramentos de crises institucionais, incluindo o ambiente no Supremo Tribunal Federal e investigações envolvendo o Banco Master. A expectativa de investidores também se volta para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed) e para os passos futuros da taxa Selic no Brasil.
O Ibovespa terminou a sessão cotado a 185.500,88 pontos, o que representou uma queda de 0,91%. A baixa foi puxada, sobretudo, pelo desempenho negativo de ações de mineradoras, acompanhando o recuo nos contratos futuros de minério de ferro comercializados na China, além do clima de instabilidade política interna e receios externos com o avanço da inteligência artificial.
O mercado de commodities energéticas também exerceu forte influência sobre os negócios. O petróleo do tipo Brent fechou o dia negociado a US$ 105,68, alta de 1,02%, acumulando ganhos expressivos ao longo de setembro e no decorrer do ano, o que mantém a atenção voltada para os potenciais impactos inflacionários globais.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
