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Mendonça mantém sob sigilo mais de 30 quebras bancárias e fiscais ligadas ao caso Master

O ministro André Mendonça, do STF, preserva o sigilo de dados bancários de mais de 30 alvos investigados no caso Master, superando o escopo de relatórios do Coaf.

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Mendonça mantém sob sigilo mais de 30 quebras bancárias e fiscais ligadas ao caso Master

O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), optou por manter sob sigilo as quebras de sigilo bancário e fiscal de mais de 30 pessoas físicas e jurídicas investigadas no âmbito do chamado caso Master. Entre os alvos dessa medida robusta estão empresas vinculadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, figurando como um desdobramento crucial das apurações em curso na mais alta corte do país.

Esse conjunto de informações sob a guarda de Mendonça apresenta um grau de profundidade superior aos dados de pagamentos anteriormente solicitados pelo ministro Alexandre de Moraes. O material de Moraes baseava-se em um relatório de inteligência financeira fornecido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), cujos registros possuem, por sua própria natureza, uma superfície analítica mais branda em comparação com quebras formais de contas bancárias e declarações fiscais.

A origem da medida remonta a março, quando a Polícia Federal (PF) requereu inicialmente a retirada de trechos tarjados do documento do Coaf. Oito dias após esse pleito inicial, os investigadores protocolaram uma nova representação no gabinete de Mendonça, postulando o levantamento direto dos sigilos bancários e fiscais dos mesmos investigados, o que acabou sendo plenamente autorizado pelo magistrado.

Dentre as empresas atingidas diretamente pelas quebras autorizadas está a Super Empreendimentos. A companhia é investigada pela PF sob a suspeita de ter funcionado como um canal financeiro utilizado por Daniel Vorcaro para repasses de recursos a uma milícia privada, além de pagamentos destinados a agentes públicos.

Outro alvo de destaque nos registros é a Moriah Asset, um fundo de investimentos associado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que atua como advogado, é ex-pastor da Igreja Batista da Lagoinha e tem sido apontado por autoridades como o principal operador financeiro do ex-banqueiro. Investigações prévias apontaram movimentações atípicas volumosas sob a gestão de Zettel na referida igreja, contrastando fortemente com o faturamento anual tradicional da instituição religiosa.

A discussão sobre o acesso a esses dados ocorre em meio a um cenário de intensa movimentação institucional no tribunal. Enquanto o plenário se prepara para debater questões sensíveis ligadas a crises internas na corte, a presidência do STF, chefiada pelo ministro Edson Fachin, determinou o levantamento do sigilo de grande parte do caso Master, solicitando o envio de autos para o seu gabinete. Contudo, como a Polícia Federal ainda não concluiu o relatório definitivo de análise da movimentação financeira referente às quebras, o gabinete de André Mendonça avalia que esta vertente específica deve permanecer sob sigilo.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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